terça-feira, 17 de maio de 2016

Padaria Estrela em Uauá

Sente o cheiro?

Acho que é normal, né?, quando a gente gosta de alguma coisa, quer compartilhar. Por isto aonde quer que eu vá, levo meu levain. Vai que...  Pois para Uauá foi a segunda vez que levei meu potinho de fermento natural. Só um pouquinho para multiplicar se for o caso. Na primeira vez combinei com o padeiro de uma pequena padaria. Despertei a curiosidade nele que ficou todo interessado em aprender sobre este tal de fermento natural. Como era possível? Comecei na pousada um outro levain a partir do zero, com a bolinha dentro da água (já mostrei aqui no Come-se). Queria mostrar que a farinha podia fermentar só com as leveduras do ambiente. Quando estava com os fermentos crescidos e levedados, voltei à padaria dele que nada mais era que um forno a lenha no fundo da casa e ele me recebeu na porta lateral com cara triste dizendo que fechou o negócio. Disseram-me que foi problema com álcool. Voltei pra São Paulo com dois fermentos.

Levei levain e ganhei este instrumento de corte de pestanas
Pois nem esta experiência triste me desanimou de levar de novo meu levain. Desta vez fui em outra padaria também no mesmo esquema. Padarias em Uauá são todas com forno a lenha, fazem um só tipo de pão (ou também um doce e a xeba, como se fosse uma focaccia doce)  e não usam nada de mistura pré-pronta. As confeitarias são diferentes. Estas, sim, usam mistura e fazem outros pães. Os pães simples, do dia-a-dia, em nada se parecem com os nossos pães franceses estofados de bromato. Eles são mais finos, mais densos, deliciosos, talvez porque  usem pouco fermento (180 g do fermento fresco para 50, 60 kg de farinha), quase uma fermentação natural que dura a noite toda. Também convenci o padeiro Daniel e o dono da padaria, Ari Magayver, a pelo menos experimentarem o tal do fermento natural. Daniel tem apenas 21 anos e trabalha de domingo a domingo ganhando 30 reais por dia. É o que tem, diz ele. Chega na padaria às 18 horas, sova na mão cerca de 60 kg de farinha, vai embora lá pelas 20, 21 horas, dorme um pouco e volta às 2 da manhã pra começar a moldar os pães, acender o forno e começar a assar. Vai até à 9, 10 horas. O trabalho é árduo, o ambiente é quente e o rapaz vai tirando a roupa pra se refrescar. Na hora de amassar, vai enxugando o suor com a camiseta que tirou. Não é fácil, não.

Daniel, o funcionário

Ari Magayver, o patrão
Bem, consegui mostrar como reformar o fermento e deixei ali uma massa feita para que moldassem junto com os outros. Às duas da manhã ele moldaria e assaria.  Fiquei de voltar no outro dia e cheguei bem cedo. Já tinham feito o pão e assado, mas a massa tinha crescido muito e estava pouco assado. Foi um começo, viram que pode dar certo, que podem controlar melhor a fermentação, mas a catequese teria que ser contínua. Sei que não vão continuar. Sei que o dono da padaria não vai querer trocar o certo pelo duvidoso, mas pelo menos eles sabem que podem fazer o pão só com farinha e sal.

O levain reformado
Prometi ao Daniel que, se ele vier a São Paulo, vou mostrar umas padarias artesanais por aqui. Quem sabe ele não se sinta mais animado para fazer umas experiências?

Enquanto isto, os padeiros de Uauá estão de parabéns. Os pãezinhos de lá são insuperáveis. Imagine com levain!


Depois dos pães terem sido assados, Ari ajeitou numa assadeira uns pedaços de bode e colocou pra assar aproveitando o calor do forno. Era o lanche deles. Quis que eu provasse e eu provei. Aprovado!

O filão com levain junto dos outros. Dá pra ver que cresceu demais. 
Muito a ser corrigido ainda


Este é o pãozinho deles, uma tentação quando quentinho

E mesmo frio, delicioso e muito melhor que lanche de avião 



sexta-feira, 13 de maio de 2016

Pancnacity de 09 de maio de 2016

Embaixo de um pé de aroeira pimenteira 
Continuando o post de ontem, mais fotos da outra turma de Pancnacity de maio:




Mentruz rasteiro fora de época. Agora é que começa a ter. 
Malvavisco com azeite, alho e flor de sal 

O pão foi com arroz vermelho e abóbora cabochá


Por fim, o malvavisco recebeu gotas de limão e queijo ralado e ficou muito bom

Jiló sapecado com alho e azeite, pasta de amendoim cozido com pariparoba,
caferana pra passar no pão feito manteiga de amendoim 

Coração de banana grelhado

Salada de mamão verde, quiabo com talo de taioba, polenta branca com
taioba e ora-pro-nobis, arroz com feijão guandu, fava branca, salada de
tomate de árbore com abacate e epazote, kombuchá etc 

No final, todo mundo ajuda a montar a mesa.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Pancnacity de 07 de maio de 2016

Colhendo cúrcuma - quando as folhas caem assim, é hora! 
Peço desculpas aos leitores que começam a se aborrecer com o tanto de foto que vou publicando dos passeios para reconhecimento e coleta de plantas alimentícias não convencionais (panc) pelo meu bairro, o City Lapa. É que sei que vai chegar um dia que vou estar menos animada para andar, menos inspirada para cozinhar e meio esquecida dos rostos, das falas e das gentilezas que estas pessoas me trazem. Elas entram em minha casa, se sentem à vontade na minha cozinha, ajudam no preparo, observam minhas bagunças, então é justo que eu tenha delas as melhores recordações que são estes momentos de andanças e de conversas à mesa.  Sem delongas, aqui, as fotos do Pancnacity do último sábado.

Os  preparos do almoço começam um dia antes

O tempo está seco, mas dente-de-leão, serralha, beldroega, sempre há
Estava no alto e não colhemos o coração da banana roxa

Vizinho explicando porque cortou o pé de tamarindo

Não é só manjericão que tem sua graça. Aqui, bredo manchado

Do cacho, colhemos o coração 
A pequena colheita

Teve pão ganhado e pão da casa. Acompanhados de kombucha 
Salada com carambolas ganhadas da Patricia Jean, folhas de vinagreira da
horta e flores de malvavisco da calçada



Teve caxi, melancia forrageira, maxixe, quiabo com ora-pro-nobis

No caminho, um pé carregado de caferana
Caferana que  enfeitou o chapéu da Arcelia, expert em chocolates, da Mission
(aliás, ela escreveu sobre o passeio no blog e mostrou várias espécies)



quarta-feira, 11 de maio de 2016

A mala de volta de Uauá

Algumas coisinhas incluindo uns matinhos comestíveis pra replantar
Os últimos dias foram de correria, só pra variar. Cheguei de Uauá e já tive que preparar o passeio Pancnacity de sábado e de segunda. Parece fácil, mas dá trabalho. Sorte que eu adoro fazer este foraging tour pelo meu bairro. Amanhã mostro como foram os últimos. 

Dia a dia publiquei fotos da viagem a Uauá no Instagram - se quiser ver, é só clicar nas fotos aí do lado direito. Desta vez fui com a Ana Luiza Trajado e Renata, que trabalha com ela. Foi gostoso, divertido, interessante. A gente sempre aprende muito com o povo de lá. Ana ficou fascinada com tudo, especialmente com o bode. Compramos uma manta inteira que dividimos aqui depois de ela ter terminado de secar a carne no varal da varanda.
Joaninha do Sertão ficou um bocado chateada comigo porque não tivemos tempo de ficarmos sozinhas e andarmos pela caatinga - é quando parece que encarna um personagem e diz as coisas e as fantasias mais lindas que já ouvi de uma criança. Há dois ou três posts sobre ela aqui no Come-se, o que muito a envaidece e a motiva a continuar a brincadeira.
O que fiz muito por lá também foi treinar ainda mais o olhar para as plantas alimentícias não convencionais que nascem nas frestas das calçadas no espaço urbano. Achei pancs interessantes - isto merece um post à parte.
Fui ainda visitar uma padaria nova e levei um pouco de levain ao padeiro e este também merece um  post.
Então, por enquanto, fique com as fotos. Se quiser saber mais sobre Uauá e as coisas do Sertão da Bahia, veja aí no campo de busca quantos posts há sobre o assunto: Joana, Joaninha do Sertão, Uauá, Coopercuc (aliás, obrigada pelo Convite, Jussara e Adilson!). 

Quanto às carnes, tudo muito higiênico, sem moscas 

No Mercado de bode, é tudo muito limpo 

Ana fotografa tudo. Parece alguém que conheço. 

Pietro e dona Joana (que causou o maior ciume na neta Joaninha) com as
melancias meio pálidas mas muito doces e perfumadas

Joaninha meio amuada falando da coroa de frade - e mostrando como comer
o frutinho. 

Na feira,  umbu maduro, umbu inchado, maracujá da caatinga, pinha

Do licuri, o coquinho e as fibras na forma de vassoura

Vendedor de bode

Cada quem vem vender seu bode sequinho, desossado primorosamente


Comedores de panc: Juan e Jonas comem flor de chanana que nasce em
qualquer canto. É comestível e adocicada. 


Claro, tinha que trazer mudas de matos comestíveis achados na rua (aqui,
só pra hidratar antes de metê-las em saco plástico - todas resistiram)

Meles comprados durante a exposição no Festival do umbu. E as abelhas
também. Mandaçaia. 


quinta-feira, 5 de maio de 2016

Coração de bananeira, mangará. Coluna do caderno Paladar. Edição de 05 de maio de 2016


Hoje estou voltando de Uauá e já tem coluna Nhac no caderno Paladar. Veja lá no blog do caderno, no Estadão impresso e também aqui. 


CORAÇÃO DE BANANEIRA

Lá em Itabirito, na venda do Roninho, sempre tem um punhado de mangará fresco apanhado há pouco envolvido em seu manto roxo descansando num caixote. É que mineiros daquela região ao redor de Belo Horizonte ainda tem apreço pela iguaria. É consumido em outras partes do país, como comida ou remédio, mas em pontos esparsos.

Para quem sabe lidar com ele, é um prato cheio que sustenta a família e imita o palmito além de dar um prazer danado aquele amarguinho de guariroba que ele tem.  É o que dizem as cozinheiras que têm intimidade com os assuntos do coração. Aliás, dizem por aí que pobre o chama de imbigo com orgulho e o rico, de coração com soberba. Já umbigo é pra quem se mete a querer falar como gente chique.   Mas, não importa a parte anatômica animal que o nomeia popularmente nem o nível econômico de quem o aprecia, o que vale é que a estrutura floral cordiforme que também responde por bogó é democrática, acessível e deliciosa.

Todo mundo já deve ter visto ao menos em foto este lustre de pétalas cor púrpura por fora e o avesso vermelho brilhante, às vezes revelando as florezinhas amarelas como pingentes enfileirados,  e que continua umbilicalmente ligado ao cacho-mãe a menos que seja extirpado. Portanto, não estou falando de nenhum ingrediente desconhecido, mas apenas negligenciado pela maioria das pessoas na república das bananas, sem nenhum tom pejorativo aqui – ao contrário, sortudos nós que, yes, temos banana e coração.  

Os frutos, a gente nasce comendo, mas o coração só experimentei depois de adulta e os preparos são sempre meio mineiros, bem temperados com alho, cebola, pimenta, pimentão, cheiro verde, como recheio de pastel de angu ou de buraco-quente - colocado no meio do pão francês, e ainda combinado com  costelinha de porco, carne moída, frango, peixe. De certa forma, quase os mesmos usos que o palmito, especialmente o guariroba.  

Depois conheci receitas de curries, com temperos asiáticos como leite de coco, pimentas, coentros.  No Sudeste Asiático  há inúmeros pratos com o ingrediente e  ainda separam o coração das flores masculinas que são limpas e preparadas à parte.  No Brasil o coração é limpo e fatiado inteiro incluindo estas flores.  As camadas externas e mais firmes protegem as pequenas pencas de flores masculinas, que são como miniaturas de bananas.  Livres dos pistilos e das sépalas ficam menos amargas e textura delicada.  

Foi, porém, um olhar estrangeiro não viciado e sem a menor familiaridade com o ingrediente que me fez levantar os olhos para além do meu próprio umbigo.  A amiga italiana Alessandra Sposetti se encantou com o formato do coração que conheceu em minha casa e levou para o Rio, onde ensina cozinha italiana. Disse que iria preparar como alcachofras já que a referência que ela tem é diferente da nossa, comedores de palmitos.   

Foi influenciada por alguma similaridade, o  roxo das brácteas duras, a ponta do cone fechada em pétalas e o nome coração. Mal sabia ela que além dessas características coincidentes,  havia ainda o amargor presente nas duas, mas muito mais discreta na alcachofra.  Claro, foi só preparar no azeite com vinho e alho para descobrir que o sabor estava mais para cardo, vegetal do mesmo gênero Cynara que a alcachofra, do qual se comem os talos bem mais amargos, mas deliciosos também.  

E aí foi minha a vez de experimentar. Ela me passou a receita de gobbi alla parmigiana tal qual a mama italiana Ada Guzzini faz na cidade de Maceratana, região de Marche, no centro da Itália, onde o cardo é conhecido como gobbo. Foi de Alessandra a ideia de usar queijo da Canastra duro em vez de parmesão.  Se você tiver oportunidade de preparar este prato, verá como a italiana foi certeira na intuição. O leite e o queijo trazem equilíbrio ao sabor final fazendo do amargor um item suave e desejável como o de alcachofra.

Antes disso, porém, é bom observar a sabedoria mineira: embora todos os mangarás de bananeiras sejam comestíveis, os menos amargos são os de banana-prata;  o coração deve ser retirado do cacho enquanto as bananas ainda estão verdes, pois à medida que os frutos amadurecem o coração vai endurecendo -  neste caso não há como endurecer sem perder a ternura. 
A retirada do coração é a conduta recomendada aos produtores de banana para que o cacho se desenvolva melhor.  Quando todas as flores femininas foram fecundadas e se viraram para cima, basta esperar de 15 a 20 dias para tirar e aproveitar o coração - é só torcer o pedúndulo perto dele para quebrá-lo .

As flores que restam entre as primeiras camadas roxas do coração são apenas as masculinas que não se desenvolvem em frutos, mas são deliciosas para comer.  As camadas externas mais duras são descartadas até chegar a um miolo claro e tenro. Aí, sim, corta-se em fatias diretamente sobre a bacia de água acidificada (4 colheres de sopa para cada litro de água). Aferventa-se duas vezes em água limpa, escorre-se e está pronto para ser usado como se fosse palmito ou alcachofras em conserva.

Aqui vale uma consideração. Enquanto brasileiros às vezes cortam o vegetal e o deixam imerso numa solução de bicarbonato e limão para evitar que escureça, asiáticos usam apenas limão.  O bicarbonato é usado para palmitos e brotos de bambu para eliminar o amargor e o limão ajuda a evitar o escurecimento da oxidação, mas um é alcalino e o outro, ácido. Sendo assim, penso que um anula o efeito do outro e, por isto, prefiro usar só o limão, para não escurecer, e aferventar duas vezes para eliminar o amargor. Funciona.

E,  se aproveitando da técnica asiática, podemos separar as flores em vez de picar tudo junto como se costuma fazer por aqui. E, mais ainda, podemos limpar uma a uma as flores, tirando pistilos e sépatas para que fique só a pétala, menos amarga. Refoga-se na manteiga ou azeite com gotas de limão e tem-se algo como cogumelos.

Então,  se você frequenta feira de produtores, peça o coração ao vendedor. Certamente não custará quase nada. E mesmo espalhados pela cidade há vários cachos de banana esperando uma alma boa que lhes arranque fora o umbigo que será devorado.  


Coração de banana gratinado com queijo

Meia xícara de suco de limão
2 corações de banana
2 xícaras de leite integral – ou mais, se precisar
Sal e pimenta-do-reino a gosto
4 colheres (sopa) de queijo duro ralado (pode ser Canastra, Serro, Salitre etc)

Prepare uma bacia com 2 litros de água e o suco de limão. Lave bem o coração, tire as camadas externas (descarte-as ou use como pratos), até chegar a um miolo claro. Separe as flores que for encontrando entre as camadas e jogue-as na água com limão. Se quiser usá-las separadamente, tire sépalas e pistilos (ficarão menos amargas) e reserve.

Corte o coração em fatias diretamente sobre a água. Deixe repousar por 2 horas ou mais e descarte a água. Escorra em peneira de plástico. Coloque o coração e as flores numa panela,  de preferência de barro ou aço inoxidável, cubra com água limpa e leve ao fogo para ferver. Ao lado deixe mais água aquecendo. Deixe ferver dois minutos, escorra e coloque mais água quente. Repita a fervura e escorra. Se achar que ainda está muito amargo, ferva mais uma vez. Escorra bem e passe tudo para uma frigideira que possa depois ir ao forno. Cubra com o leite,  tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto e deixe cozinhar em fogo baixo até o leite começar a secar e o coração ficar macio. Se for preciso, junte mais leite quente.  Cubra com o queijo ralado e leve ao forno bem quente para gratinar.  Sirva quente com pão ou como acompanhamento.

Rende: 4 porções


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Pratos biodegradáveis


Dando o formato com pedras sobre pratos
Estou indo  pra Uauá, para o festival do Umbu! Até mais!

Depois de secos
Como os pratos de bainha de palmeira fizeram sucesso lá no instagram e é capaz que chegue alguém aqui procurando como fazer, já deixo o link do velho post onde eu ensino a fazer, passo-a-passo,  pra facilitar o trabalho. 

Claro, como todo mundo já sabe, as coisas por aqui não tem só um jeito de acontecer. Cada vez que faço descubro que posso fazer um pouco diferente, de modo que nunca vou chegar à perfeição, mas também não tenho nenhuma pretensão em relação a isto. O importante é ter resiliência. 

Por isto, mostro aqui novas fotos dos que fiz em Piracaia com bainhas de jerivá e fotos de outras feitas aqui com bainhas de palmeiras ornamentais que encontrei caídas na calçada da minha vizinha - a mesma do link. 

E, abaixo, o texto que publiquei hoje no Instagram. Aliás, tenho publicado muita coisa em tempo real no Instagram - porque é mais rápido, prático, com legendas curtas. Então, se você não tem conta no instagram ou não tem celular com internet, entre no blog e acompanhe aí do lado. Ou entre diretamente no site do instagram e procure neiderigo. Qualquer um pode acompanhar assim. São muitas postagens ao longo do dia. Algumas interessantes, outras, por pura distração.  

Legenda copiada do meu instagram: Pratos biodegradáveis, ótimos para mise en place, especialmente em oficinas, pra deixar tudo bonito; pra menu degustação porque dá dor no coração sujar dez pratões por pessoa para apoiar às vezes uma comida do tamanho de um limão; e para oferendas, pois canso de tirar da horta alguidares de barro com água acumulada - terreiros deveriam abolir plásticos, vidros, louças e outros elementos que não sejam biodegradáveis quando deixam oferendas na natureza, cuja preservação interessa a todas as religiões, crentes e ateus. Estes foram feitos por mim com bainhas de palmeiras que achei na rua (da sua calçada, viu, @roseleivolpe !). É só deixar de molho em água para amolecer e ficar flexível como couro, cortar no formato que quer, com tesoura, lavar com escova de cerdas duras,  deixar de novo de molho em água com água sanitária para desinfetar, e deixar secando sobre um molde. Pode ser lavado mas deve ser seco rapidamente. Veja como fiz lá no blog. Procure 'pratos biodegradáveis'. Tem post de anos atrás. #kitcheneide #pratoecológico #pratobiodegradavel #biodegradableplate


O prato sozinho é meio leve, por isto coloquei as pedras 

A natureza tudo nos dá e eu tô indo pra Uauá!