quarta-feira, 26 de maio de 2010

Macarrão de taro (ou macarrão de inhame)


Estes, deixei secar e usei no outro dia
Depois de pronto você pode dizer, ah, mas nem tem gosto. De fato, é difícil dizer do que é feito este macarrão quando ele está no prato. Mas, se toda esta fartura que temos de batatas tipo taros, inhames e mandiocas fosse usada em parceira com a farinha de trigo em pães e macarrões, poderíamos depender menos de importação do cereal e isto não seria pouca coisa para a economia e para a nutrição, já que o taro é rico não só em carboidratos, mas também é boa fonte de fibras, tiamina (vitamina B1), vitamina B6, vitamina E, potássio e magnésio. Isto tudo somado com as proteínas dos ovos que vão na massa e o prazer de comer uma massa caseira dá um prato cheio para uma noite fria. Bom para as crianças, os que querem conforto e gente de toda sorte. Fiz de olho, mas fui anotando as quantidades. A farinha, fui adicionando por último, aos poucos e deu no que deu, uma massa lisa, fácil de passar no cilindro.

São destes inhames, do gênero Colocasia, que estou falando. Mais corretamente, taros. E tanto faz o tamanho ou a cor, qualquer taro cozido pode ser usado nesta receita
Fiz a massa sem deixar de repouso nem secar. Só fui colocando sobre este suporte enquanto terminava de cortar toda a massa. Daqui já mergulhou no caldo
Macarrão de taro
2 ovos
200 g de taro (inhame, Colocasia), cozido, amassado e frio
1 colher de café de sal
360 g de farinha
Coloque no processador os ovos, o taro e o sal. Bata bem até virar um creme. Junte a farinha e bata até homogeneizar e se transformar uma massa unida. Tire do aparelho e sove mais um pouco formando uma bola. Se não tiver processador, peneire o taro e misture todos os ingredientes numa tigela. Se precisar, pingue um pouco de água ou adicione mais farinha (a quantidade pode variar de acordo com o tamanho dos ovos e a umidade do taro - isto vale também para o caso de usar o processador). Cilindre a massa na máquina de macarrão, diminuindo a espessura gradativamente até chegar no número 4 e conseguir retângulos com cerca de 30 centímetros de comprimento. Vá deixando os retângulos sobre uma superfície enfarinhada. Corte a massa na peça de talharim e vá deixando sobre um suporte próprio ou improvisado (na foto se vê um suporte para vaso, destes de ferro, coberto com pano de pano enfarinhado. Nem precisaria dos panos se quisesse deixar para secar mais e guardar). Está pronto, é só cozinhar em água fervente ou caldo por 2 a 3 minutos ou até o macarrão ficar macio, mas não mole. Se não tiver cilindro de macarrão, abra cada porção com rolo até ficar bem fina e corte as tiras. Se quiser, enrole a massa bem enfarinhada como rocambole e corte fatias. Basta desenrolar cada fatia que estarão prontos os talharins.
Rende: cerca de 680 g de massa
Como preparei o meu: já tinha uma garrafa de caldo de carne caseiro congelado, então foi só descongelar, deixar ferver, esquentar junto uma porção do guisadinho de moelas da Mara Salles que sobrava na geladeira e cozinhar neste caldo um pouco na massa. No final, ajustei o tempero, juntei pimenta e cebolinha verde picada. Tudo vapt-vupt e nhac!
A massa que sobrou, no outro dia estava sequinha e fez parte do almoço, com molho.

5 comentários:

Claudia disse...

Neide,

Primeiro você está que está! O blog está arrasando quarteirão, uma postagem melhor do que a outra. Parabéns pelo conjunto da obra! Essa idéia do macarrão de taro precisa chegar a merenda escolar com umas aulas de culinária junto...

Esses pães todos estão umas maravilhas. Adoro pão de batata doce e faço sempre.

Cláudia

Neide Rigo disse...

Claudia, obrigada!
Eu pensei mesmo na merenda escolar. Dá pra fazer muita coisa. Infelizmente muitos acham mais fácil e barato abrir um pacotinho de qualquer biscoito e pronto. Mas a gente sabe o quanto isto custa.
Beijos, N

Angela disse...

Neide! Depois de um tempo de Rio de Janeiro, sem ligar internet, li todos os posts perdidos. Salivando mais que cachorro de Pavlov, claro.
Também coo café no pano mas,se usasse de papel, hoje as minhocas do minhocário comem! Tranformam tudo em cheiroso adubo, não ser preocupe com o lixo não! Apesar de poder fazer um buraco e pronto, comprei as caixas do Gabriel, da Morada da Floresta. Gente finíssima! Me deu a maior atenção. Como estou montando uma horta pequena próxima da casa para eu mesma lidar com ela, o adubo das minhocas tem mais a ver.
O blog bom!

Neide Rigo disse...

Angela, obrigada pelas dicas. Sorte sua ter por aí uma terrinha, umas minhoquinhas e uma hortinha... beijos, N

Dirlene D'Addio disse...

Ola, Neide! Descobri ha pouco tempo que tenho intolerãncia ao glúten e por isso pergunto que farinha poderia substituir a farinha de trigo nesta receita?