segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Andoni. Um chef estrelado no mangue do Marajó

Como já disse naquele post sobre o Marajó, o chef espanhol Andoni Luis Aduriz, do premiadíssimo restaurante Mugaritz, foi convidado a ir ao festival de Ópera no Marajó e aceitou. Já tinha estado lá uma vez, gostou da dona Jerônima, mãe de Kátia Brito, organizadora do festival, e lá desembarcou novamente junto com a mulher Garbiñe, preparados para passar alguns dias desfrutando o lugar, se abanando por causa do calor e se besuntando de repelente. Assim foi. Não reclamaram de nada. E não foram nada assediados - como se Roberto Carlos de repente se visse num vilarejo onde ninguém o conhecesse.  Quem conhecia Andoni por ali? Quase ninguém. Durante a estadia pediu caldo de turu, que já conhecia,  se encantou com o perfume da folha do cipó de alho e fez tudo com muita calma. Enfim, pode descansar como um mortal merecedor qualquer. E isto deve ser bom de vez em quando para celebridades como ele.

Andoni e Mara 

Andoni e a chefe Mara Salles, do restaurante Tordesilhas, eram apenas convidados especiais. Eu sou amiga de Dona Jerônima e da Kátia, e estaria ali preenchendo qualquer buraco. Acontece que o chefe acordado para fazer o banquete desistiu de ir porque não tinham como atender às exigências dele, então lá fomos nós para a cozinha ajudar dona Jerônima. Era muita gente pra comer todos os dias, incluindo músicos e trabalhadores da produção.

Andoni havia viajado 40 horas e embora Mara e eu tenhamos insistido para que descansasse, que nós daríamos uma força na cozinha, ele não quis saber, descansou meia hora e lá veio improvisar um molho de ceviche para uma salada de manga que servimos na cuia de um coco verde no primeiro jantar.  Ficou uma delícia, como já era de se esperar.

Andoni, Zeca Camargo, Mara Salles,
Dona Jerônima
A Mara eu já conheço e sei que é dessas de arregaçar as mangas e fazer a coisa acontecer. O que não esperávamos era que o chefe também entrasse na cozinha sem ter se programado para isto. Mas ele foi de uma simplicidade e generosidade ímpares. Acabou participando do projeto-piloto como se fosse da família. E ainda deu uma palestra sobre seu processo criativo, no meio da floresta, como se estivesse em Harvard. Depois de tudo terminado, ficou com os de casa, andou de búfalo, caminhou na praia da fazenda, nadou no mar, passeou de canoa pelo igarapé.



Na última noite, saímos para jantar e ele escolheu comer espaguete com turu, pediu uma cachaça - industrial mesmo, vá lá - que acompanhou o cigarro, enquanto Garbiñe se encantava com as caipirinhas. Garbiñe contou que a rotina do casal inclui tomar café da manhã juntos - mesmo ele tendo chegado tarde. Ela sai pra trabalhar na cidade de sua mãe, a 30 quilômetros de onde moram,  e leva junto a filha deles que fica na escola, perto da casa da avó. Na hora do almoço, come com sua mãe. No fim da tarde, volta para casa com a criança e a família janta junto -  é Andoni quem prepara o jantar:  frango assado, tortilla, salada, nada de glamouroso. Só depois, ele vai para o restaurante. Come de vez em quando no Mugaritz?, perguntei.  Não, aquilo é o trabalho dele. Ao ano, como lá umas duas vezes, quando muito, diz ela.  


E, claro, sempre ao redor da mesa, muita conversa interessante sobre o assunto que mais gostamos de abordar.  Mas não só.

5 comentários:

Unknown disse...

Sensacional! Acompanhei tudo pelo instagram! :)

Andreia Kleinhans disse...

Parabéns Neide,

Sua sensibilidade e dedicação são exemplos pra mim! Obrigada pelo carinho de cada publicação.

The Digi Experts disse...

ayush shukla
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Anônimo disse...

There is no doubt that your post was a big help to me. I really enjoyed reading it.

Fabricio Pereira dos Santos Maia disse...

O meu objetivo na disciplina assistência farmacêutica era estudar bastante, tirar nota maior que a Julia Agnes Souza da Silva, provar que eu sou mais inteligente que ela e que eu só não passei em orgânica 1 porque ela não me deu cola.

Então eu estudei bastante para essa disciplina, porque eu achei que se eu conseguisse tirar nota alta numa disciplina que eu não gostava, eu provaria que eu era mais inteligente que a Julia Agnes Souza da Silva.

Na P1 da disciplina assistência farmacêutica, a professora Isabela Ramos Silverio imprimiu prova a menos, então a professora pegou as provas de volta, foi imprimir mais prova, a sua namorada a Maria Miceli não devolveu a prova dela, enquanto a professora Isabela estava imprimindo mais provas, todo mundo da turma ficou tirando foto da prova que a Maria Miceli não devolveu para a professora, todo mundo da turma colou na prova menos eu.

A cola da Maria Miceli me impediu de provar que eu era mais inteligente que a Julia Agnes Souza da Silva e que eu só não passei em orgânica 1 porque ela não me deu cola.

O pior é que a professora Isabela Ramos Silverio ainda me obrigou a fazer trabalho em grupo com você e com a Maria Miceli, o pior é que eu não podia falar nada, porque você fazia parte do meu grupo da aula prática de farmacotécnica II, se eu me recusasse a fazer aula prática com você, a professora iria me colocar para fazer parte do grupo da Leticia de Sousa Albuquerque, a Letícia de Sousa Albuquerque passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath.

Você passou quase um semestre assistindo as aulas de farmacologia 1 no turno errado, você nem sabe em que turno puxou uma disciplina e você está fazendo IC. IC deve ter cota para gente burra que cola na prova igual a você. Essa é a única explicação para você fazer iniciação científica.

Você ainda estava fazendo farmacologia 2 semestre passado, eu consegui passar em farmacologia 2 no noturno, você consegui ficar reprovado em farmacologia 2 no integral que é mais fácil de passar, isso é para você ver, como você é burro.

Eu sei muito bem que você filmava o que eu falava na aula sem a minha autorização e mandava o vídeo para a Ana Beatriz de Lima, a Gabriela Santana Andrade e a Ana Luiza Vidal Pimentel Santos.

O pior é que você e a Maria Miceli fazem iniciação com bolsa e você ainda publicou esse artigo científico:

https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11771759/

Você caiu muito de nível na faculdade, para quem ficava com mulheres bonitas na faculdade como a Gabrielle Perroni Santos de Souza, começar a namorar com um troço feio Maria Miceli é cair muito de nível.

Se você morasse aqui na rua a história seria bem diferente. Em cima da minha rua funciona uma boca de fumo, em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.