quinta-feira, 19 de julho de 2012

Palitos de mandioca. Ou quinta sem trigo 52

Na semana passada vieram aqui a chef Teresa Corção, do restaurante Navegador, e a escritora americana Sara B. Franklin, que estão escrevendo um livro sobre a mandioca.  A Teresa é minha amiga e uma das pessoas mais devotas à promoção da mandioca (ela é também do Slow Food Rio de Janeiro e presidente do Instituto Maniva).  Bem, as autoras me pediram uma receita  com mandioca para o livro e fiz duas para que escolhessem tomando chá. O bolo de mandioca com abóbora, de que gosto muito, e os grissini, com pedido de perdão a piemonteses caso se ofendam por tê-los feito com mandioca e não trigo. E que não sejam grissini, ninguém pode dizer que não são palitos. Elas ficaram com as duas. Já havia feito estes palitos com cará e foi quando nasceu a receita que pode sofrer inúmeras variações. O bom de fazê-los com mandioca é que reforçamos sua presença, somando a raiz com seu amido. E os palitos ficam crocantes mesmo quando guardados. Marcos e eu devoramos no dia seguinte. 





Palitos de mandioca 
500 g de polvilho doce
500 g de mandioca cozida e espremida no espremedor de batatas 
1/2 xícara de leite
1/2 xícara de manteiga
1,5 colher (sopa) de açúcar
2 colheres (chá) de sal
2 ovos pequenos
Manteiga para untar a assadeira
Para a cobertura: gergelim branco e/ou preto, flocos de pimenta seca, alecrim, orégano seco, flor de sal, endro,queijo parmesão ralado etc para finalizar
Coloque o polvilho numa tigela e por cima esprema a mandioca cozida ainda muito quente. Misture bem até formar um farofa úmida. Junte, então, o leite fervido junto com a manteiga, o açúcar e o sal. Mexa com uma colher até amornar (se estiver muito quente, a massa vai cozinhar os ovos e isto  não pode acontecer).  Aos poucos, vá juntando o ovos batidos juntos e mexendo com as mãos.  Deixe descansar a massa na geladeira por meia hora, que ficará mais fácil de manusear. Pré-aqueça o forno e unte algumas assadeiras pequenas com cerca de 20 centímetros de largura e bordas bem baixas (se usar um tapete de silicone, não precisa untar).  Tire pedaços da massa com cerca de 25 gramas e, numa superfície de trabalho bem seca, enrole formando palitos na espessura de 1 centímetro de diâmetro mais ou menos. Espalhe sobre a superfície de trabalho a cobertura desejada e enrole o palito sobre ela para grudar bem. Se preferir, pincele ovo batido sobre os palitos já nas assadeiras e espalhe sobre eles as coberturas. Leve ao forno pré-aquecido e deixe por cerca de 20 minutos ou até que fiquem dourados e bem secos. Sirva quente ou espere esfriar e embale em sacos plásticos que fechem hermeticamente.
Rende: cerca de 80 palitos 


Variação: quando a massa está mais firme - e, para isto, basta reduzir o ovo para apenas um -, faça bolinhas e achate-as numa prensa entre duas folhas de plástico, para fazer tortillas. Cozinhe-as em chapa bem quente dos dois lados até dourar. Sirva quente (depois de frias, perdem a graça, ficam um pouco elásticas demais). 

Com pasta de feijão temperado com cebola, coentro, cominho e limão, nhac! 

8 comentários:

Gilda disse...

Estou babando aqui. Vou fazer amanhã mesmo,só por já ser muito tarde. Eu amo quintas-feiras, por causa das suas receitas. Você acha que daria para colocar em um saquinho e espremer tubinhos como biscoito de polvilho?

Unknown disse...

Deve ficar uma delícia.

Gisele Aiello disse...

Olá Neide !!!
Achei muito interessante os palitos...caberia num projeto que participei na APAE Bauru há uns anos atrás, onde desenvolvíamos receitas sem trigo para ensinar mães de crianças Fenil alternativas para substituir o trigo e a proteína.
Adorei
Gi Aiello

Anônimo disse...

Ola Neide

Gostaria de saber se poderia dar certo se tirar o ovo e juntar linhaça ?
Gostei muito da receita, mas não uso ovo.

Obrigada

Marli

luka disse...

Na falta de cará e mandioca fiz com batata cozida, misturei polvilhos azedo e doce meio a meio e cobri com queijo. Ficou uma delícia.

Anônimo disse...

Olá, gostei muito da receita de crostinis com mandioca. pergunto se ja foi testado congelar e depois assar, como se fosse pão de queijo, pois sou dono de bar e minha demanda seria maior.
obrigado

Neide Rigo disse...

Anônimo, infelizmente ainda não fiz este teste. Um abraço, N

JESSICA MEL DA SILVA FARIA disse...

Eu ainda me lembro que há 3 anos atrás, você se juntou a Gabriela Santana Andrade para ficar me humilhando no grupo do Whatsapp de analítica 1 por você estar fazendo iniciação científica e eu não. Eu estava doente naquele dia, o que você fez comigo, não se faz nem com um bicho. Eu ainda me lembro que eu perguntei por que ninguém estava me defendendo, você falou que eu estava no fundão e a faculdade de direito ficava lá no centro, ou seja, com você faz farmácia e não direito, você não precisava me defender da humilhação, você agora fica agindo com se você não tivesse feito nada de errado, eu acho que ser psicopata é pré-requisito para se fazer iniciação científica.

Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram e no Linkedin:

https://www.instagram.com/jessicamel.faria/

 

https://br.linkedin.com/in/j%C3%A9ssica-mel-da-silva-faria-2834921b0

 

Agora você vai se formar como farmacêutica como se nada tivesse acontecido, você representa o que a UFRJ tem de pior.

Você também é amiga de Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova. Que uma vez eu ouvi a Beatriz falando que tinha escondido a cola da professora.

A Beatriz falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de orgânica 1 e só conseguiu passar em orgânica 1 com a Lages, agora a Beatriz está falando bem da Lages.

A Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:

https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763

 

É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico.

A Beatriz Ribeiro de Oliveira representa tudo o que há de errado na UFRJ.

Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa me matar, o Guilherme de Sousa Barbosa ano passado ameaçou me bater na faculdade, mesmo sem eu ter feito nada contra ele. Manda ele vir na boca de fumo que tem em cima da minha rua mandar o traficante me matar. Aqui na minha rua funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.

Garanto que eu não vou fazer nenhuma falta, a vida é boa para quem faz iniciação científica e para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.