segunda-feira, 27 de junho de 2011

Come-se em Uberlândia - MG


Comidas e café com rapadura do restaurante Fogão de Minas
Espero que alguém tenha sentido a falta do Come-se por estes dias. É que fomos passar o feriado em Uberlândia, terra do namorado da minha filha. O céu estava lindo, de um azul provocante, com temperatura para vestidos frescos, de modo que foi uma decepção encontrar São Paulo tão cinza, úmida e fria.

Só conhecia o triângulo mineiro de passagem das vezes que fomos de carro para Goiás, mas agora com um pouco mais de tempo foi possível entender um pouco mais a região e ainda ver aqui e ali um resto da paisagem natural de Cerrado. Visitando a feira e o Mercado Municipal vê-se a enorme semelhança de ingredientes com o  vizinho Goiás. Veja aqui, por exemplo, a feira de Pirenópolis. Mas isto merece um post inteiro, que fica para os próximos dias.

Todo mundo diz que mineiro é hospitaleiro e desconfiado. Preconceito à parte, a julgar pela acolhida das famílias Tanus Jorge e Oliveira, a hospitalidade se sobressai, afinal, entre tanta gente com quem conversei, só encontrei uma mineira desconfiada no Mercado. E a hospitalidade vai além de nos oferecer um quarto com cama macia e lençol cheiroso, que também é bom demais da conta. Implica principalmente em nos servir tudo o que pode sair de bom da despensa, do forno, do fogão ou mesmo da padaria mais próxima.  É claro que passar uns dias com mineiros assim nos deixa com um bucadim mais de peso, mas o que importa? É só chegar aqui e voltar à normalidade.

Comemos em quatro casas diferentes com mesas sempre cheias. Menos por cerimônia e mais por vontade mesmo, comi de tudo um pouco e repeti. E ainda teve restaurante árabe com quibes libaneses verdadeiramente ocos e o Fogão de Minas, lugar para se comer pratos tradicionais da região. A  normalidade por aqui ainda vai demorar um  pouco já que voltei com a  mala cheia.  Por enquanto, umas fotos e, depois, falo do mercado, da feira, do pão de queijo e dou algumas receitas que consegui com as cozinheiras de mão cheia.

Carne de porco com legumes no restaurante Fogão de Minas
Sobremesas no restaurante Fogão de Minas 




Torta de bacalhau da Ilza. Receita em breve.
Milho novo refogado, da  Ilza
Mariana caprichou: fez lasanha da tia Jê, merluza com molho, tabule, doces
E o arroz na hora certa:  por último, pra chegar quentinho à mesa

E os doces irresistíveis: as receitas são de dois restaurantes da cidade.
Quem quer?
Mesa de quitandas de Dona Maria e Luci. Gen libanês presente! 
Gen libanês: maxuxi da Dona Maria e tabule da Mariana
Mesa mineira da Elenilde. Galinhada, milho, quiabo, couve etc
Comida árabe no restaurante Sahtten

 

17 comentários:

Dricka disse...

Que história é essa de ALGUEM sentir falta do Come-se? TODOS sentimos, sempre!
Agora me diz: que comidas são essas, hein? Sou doida por Minas, comida mineira e mineiros,podem até ser desconfiados mas não conheço um só mineiro que não seja gente boa. Adoro!!Sempre digo que só mudaria de SP, se fosse para Minas! Eita lugar lindo, de gente hospitaleira!
Bjs

Chef Daniel Deywes disse...

QUantas comidas gostosasssssssss ...


abraço
Daniel Deywes
http://feitonahora.blogspot.com

Flávia Amaro disse...

Da próxima vez que voltar aqui em Uberlândia, gostaria de convidá-la para participar de uma reunião do nosso grupo de pesquisa "Comida e Cultura" sob a direção da professora Mônica Chaves Abdala, autora de "Receitas de Mineiridade" e vinculado a Universidade Federal de Uberlândia. Se eu soubesse teria mexido meus pauzinhos aqui para promover um evento ou te sequestrar por uma horinha para uma entrevista e um cafezinho, com direito a pequenos mimos identitários de nossa cultura culinária para levar de volta na mala. Mas, agora sabendo dessa coincidência, prometo pensar em algum encontro para o próximo semestre e convidá-la devidamente.
Abraços de sua leitora cativa.

Heguiberto disse...

Neide,
Era assim que me sentia depois de passar finais de semana em Minas.... cheião rs
Não dava para não comer os doces caseiros, quiabo, couve, abóbora, abobrinha caipira, mamão verde refogadgo, muito feijão com arroz, sem contar das famosas 'quitandas' para acompanhar o café. Trem bão!
Que beleza de fim de semana gastronômico foi esse o seu.
H

Neide Rigo disse...

Dricka, você tem toda razão. A gente de Minas é mesmo hospitaleira e a comida é ótima. Comi até!

Flavia, você não vai acreditar. A Mônica é prima do nosso anfitrião Miguel Tanus Jorge (minha filha, Ananda, é namorada do Adriano, filho dele) e também falou que seria bom conhecê-la. Mas não deu, pois o tempo foi curto. Em compensação, vim lendo o livro dela no carro - ele me emprestou. Da próxima vez a gente marca de se encontrar, sim. Vou adorar.

Heguiberto, é isto mesmo. Seus conterrâneos não deixam ninguém passar fome. E também a gente não quer fazer desfeita, né? (mentira, só comi o que quis e, não sei porque, quis sempre tudo!)

Um abraço, N

Lilian, a mãe do Gabriel. disse...

É claro que eu senti sua falta uai!!! O Come-se e vc têm sido minha companhia constante...
Como mineira agradeço o carinho viu!!!
Como dizem: "Ser mineiro é um estado de espírito!"
Quem sabe vc não vem pras bandas de São João del Rei, Tiradentes, Bichinho?
Eu amaria ti mostrar que a riqueza das minas não era o ouro, mas os mineiros e tudo de bom que a gente faz...
Um bjo e boa semana!
Paz e muita Luz sempre...

Neide Rigo disse...

Lilian, eu conheço Bichinho, Tiradentes, mas só estando junto com alguém do lugar pra ver que a gente não conhece é nada. Se eu for pra estas bandas, eu te aviso. Vou adorar ter uma guia especializada. Obrigada, um abraço, N

Anônimo disse...

Neide, sou suspeita para comentar seu post, pois sou mineira, mas vamos lá. Realmente é isso mesmo lá em Minas é uma comilança boa. Essa coisa de ir passando de casa em casa e comer um pouquinho em cada uma delas. Um jeito de receber que conforta e temperos e sabores deliciosos. A última vez que estive lá comi tanta coisa, misturei tanto que tive um mal estar... o médico disse: "Quando a gente mistura muita coisa o organismo tem dificuldade para processar, aí ataca fígado, cabeça."rs... Abraços, Adriana.

Gilda disse...

Foi em Uberlândia que comi pela primeira vez um doce de "figo" feito com folha de figueira e jiló. Se não disser, ninguém desconfia. Você prova e pergunta: que figo é este, que eu nunca vi?

Angela Escritora disse...

Ah! entendi. Como estou lendo de cabeça pra baixo, agora é que li o princípio!!

Margot disse...

Nó, que delicia demais da conta isso tudo! Eu quero as receitas dos doces irresistiveis!!! Bj grande

Lilian, a mãe do Gabriel. disse...

Vai ser um enorme prazer viu Neide!
As vezes tô andando por aqui e vejo uns "matinhos" e penso: o que será? Será que é de comer? Vou ver no blog Neide!
Bjos
Paz e muita Luz sempre...

Gabi disse...

Ainda bem que vim ver agora, depois de jantar...
Mas tem os doces... e deixa prá lá, né? :P

Eu já entendi que qdo demora para postar, é pq tem novidades a caminho ;)

Oh puxa! mesmo de barriga cheia, a boca salivou.

até mais!

Marcia disse...

Olá,

Tem que passar por Uberaba - aqui tem cada comida - e por Peirópolis - um bairro rural daqui... O nosso mercado municipal é lindo (muito antigo)... Vem, será muito bem recebida... Abraços,

Neide Rigo disse...

Márcia, da próxima vez passo em Uberaba e conheço o mercado. Mas de Peirópolis eu conheço o museu. Um beijo, N

Cultura Caipira Blog disse...

Parabéns pelo seu blog! Textos e fotos de qualidade, que sempre atiçam o apetite de meus leitores no Facebook :) Faça uma visita para nós: www.facebook.com/BlogCulturaCaipira

Abraço!

GABRIELA SANTANA ANDRADE disse...

Eu não recebi um e-mail sobre vagas de monitoria na disciplina de Políticas e Planejamento em Saúde. Agora eu descubro que o Thiago chamou você (Carlos Cesar Duarte de Oliveira) e a Letícia Silva Braga Pereira para serem monitores dessa disciplina. É isso que eu ganho por ir a todas as aulas do Thiago de políticas de saúde. O Thiago chama 2 pessoas que entraram na faculdade depois de mim para dar monitoria de uma disciplina, que só abriu turma neste semestre. Eu queria ter sido aquela aluna ruim, que só aparecia na aula no dia da prova, pelo menos assim eu iria merecer essa covardia, que o Thiago fez comigo.



Eu sei tudo sobre você. Eu inclusive achei o seu perfil no Instagram:



https://www.instagram.com/kas.duarte/



Você e a Letícia entraram na faculdade depois de mim e o Thiago chamou vocês para serem monitores da disciplina.



O pior é que nem adianta eu ir reclamar com o Thiago dessa maldade, que ele fez comigo, porque o Thiago vai me mandar procurar um psicólogo para eu reclamar com um psicólogo, que ele chamou 2 pessoas que entraram na faculdade depois de mim para serem monitores da disciplina. Igual como aconteceu, quando eu fui reclamar com o Thiago, que a Ana Luiza Vidal Pimentel Santos tinha publicado um artigo científico, que o Thiago falou que iria arrumar um encaminhamento de coordenação da farmácia para eu ir num psicólogo, para eu ficar reclamando com o psicólogo do IC da Ana em vez de reclamar com o Thiago.



Mas você e a Leticia Silva Braga Pereira também são amigos da Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, a Beatriz Ribeiro de Oliveira fica falando na faculdade para todo mundo ouvir que escondeu a cola da professora, ela falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de química orgânica e só consegui passar em orgânica 1 graças a Lages agora a Beatriz está falando bem da Lages, a Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:



https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763





É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico. A Beatriz Ribeiro de Oliveira representa tudo o que há de errado na faculdade, ela é a professora que vale a pena colar na prova, ela é a prova que a coordenação da farmácia da UFRJ fecha os olhos para quem cola na prova, ela fica se fazendo de santa, mas no fundo ela não presta. Eu sinto vergonha de ser obrigada a ser da mesma turma de um ser tão desprezível como a Beatriz Ribeiro de Oliveira.



Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.



Eu não tenho nada a perder, a vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.