O cará (ou inhame - Dioscorea sp) cozido e deixado na geladeira, ainda que bem cozido, ganha uma textura densa e por isto pode ser picado e ralado com facilidade. Por isto também para que o purê fique bem cremoso o ideal é espremer tubérculos e raízes enquanto estão bem quentes. Quem tem experiência em fazer purê de batatas ou inhoque sabe do que estou falando. No caso do inhoque, espreme-se a batata bem quente e junta-se a farinha quando o purê está frio. Tem que ver com a gelatinização do amido. Bons exemplos desta solidificação depois do preparo frio são os mingaus de maisena ou qualquer outro amido, o curau de milho, a polenta. Depois que gelatiniza, vira outra coisa e não desvira mais. Todo este blablablá é só pra dizer que cará cozido e frio pode virar coisas diferentes do simples purê. Ralado, por exemplo, faz um fantástico cuscuz de cará. No sábado estava morrendo de vontade de fazer comida fresca em vez de comer restinhos de sexta-feira requentados. Mas também não tinha outra coisa a fazer além de jogar fora ou comer algumas beterrabas já cozidas, uns pedaços do cará cozido que usei para o pão, um refogado de abóbora e outro de frango desfiado. Tudo de pouquinho e só Marcos e eu pra comer. Jogar fora não podia. E agora, Mané? Fazer um arroz para acompanhar? Arroz fresquinho sempre salva a pátria, só que não tinha sentido fazê-lo com tanto carboidrato dando sopa. Mas para tudo se dá um jeito e a solução vai nascendo aos trancos com o manusear da faca. A beterraba, foi só descascar e temperar com cebolinhas picadas do quintal, vinagre, sal, pimenta e azeite e virou uma salada de entrada. A abóbora, juntei ao frango, completei o tempero com uma pitada de canela, mais pimenta e cebolinha verde. E o cará, bem..., resolvi picar enquanto pensava. Fui picando e me empolgando até que ficou quase como grãos de arroz. Lembrou cuscuz marroquino e pensei então, e tudo me pareceu tão óbvio, em passá-lo na manteiga temperada com pimenta vermelha picada e novamente cebolinha (que tem tanta no jardim). Deu no que deu, ficou ótimo e combinou. Cará cozido, frio e picado na faca e refogado na manteiga
Cará picado refogado na manteiga ou cuscuz de cará com cebolinha na manteiga
É só picar finamente o cará cozido e frio, derreter à parte manteiga numa frigideira anti-aderente, juntar cebolinha picada (queria caramelizar antes uns cubinhos de cebola, mas não tinha) e quadradinhos de pimenta dedo-de-moça, deixar murchar e juntar o cará picado. Mexer delicadamente só para aquecer e nhac com uma carne de molho.



6 comentários:
estou apaixonada por este blog..rodo meio mundo vendo blogs culinarios e nunca tinha visto um tao completinho..quantas coisas diferentes..coisas q eu nem sabia q existia..meus parabens Neide..vc realmente é uma pessoa diferente e q faz a diferença...
e o melhor me parece mto feliz..
parabens de novo
Hilma
Neide, descobri essa "propriedade" do cará há alguns dias atrás, quando deixei alguns cozidos na geladeira... acabei fazendo purê, mas não ficou tão gostoso! Tivesse também descoberto o cuzcuz de cará! Parece ótimo!
Ah Neide! Só brincando assim ao cozinhar é que uma pessoa consegue transformar o ato de preparar as refeições diárias em algo agradável e criativo, principalmente quando a família reconhece e aprecia, né? E quando a cozinheira sempre sabe o que fazer para que qualquer coisa fique nova, bonita e saborosa, claro! Se você não contasse, quem saberia que eram restinhos de sexta feira?
Neide, uma das coisas que eu adoro neste blog é que você nos instiga a uma mudança de ponto de vista! E aí, mil possibilidades aparecem....
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Eu nunca vi você levantar um dedo para ajudar ninguém, você só pensa em si mesma. Eu não me esqueci quando há 3 anos atrás, você se juntou com a Gabriela Santana Andrade para ficar me humilhando por causa de iniciação científica no grupo de analítica 1, eu estava doente naquele dia, o que você fez comigo não se faz nem com um bicho. Você passou em assistência farmacêutica graças à cola que a Maria Miceli (namorada do Fabrico Pereira dos Santos Maia) deu para você.
Você fez iniciação científica com bolsa e agora você é bolsista TCT da Faperj pelo Laboratório de Síntese Orgânica e Prospecção Biológica (LaSOPB), eu já mandei uma mensagem para a professora Sabrina contando o que você fez comigo, pedindo que ela te expulsasse do LaSOPB e parasse de ser sua orientadora de TCC, mas infelizmente ela ignorou a minha mensagem.
Rayanne Lessa Neves de Lima já defendeu o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e o título do TCC foi Síntese de Novos Análogos Triazólicos da Lonidamina como Potenciais Agentes contra o Câncer de Pulmão e de Próstata.
Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram e no Linkedin:
https://www.instagram.com/lessa.ray/
https://br.linkedin.com/in/rayanne-lessa-b99347190
Mas você também amiga da Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, a Beatriz Ribeiro de Oliveira fica falando na faculdade para todo mundo ouvir que escondeu a cola da professora, ela falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de química orgânica e só consegui passar em orgânica 1 graças a Lages agora a Beatriz está falando bem da Lages, a Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:
https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763
É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico. A Beatriz Ribeiro de Oliveira representa tudo o que há de errado na faculdade, ela é a prova que vale a pena colar na prova, ela é a prova que a coordenação da farmácia da UFRJ fecha os olhos para quem cola na prova, ela fica se fazendo de santa, mas no fundo ela não presta. Eu sinto vergonha de ser obrigado a ser da mesma turma de um ser tão desprezível como a Beatriz Ribeiro de Oliveira.
Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.
Eu não tenho nada a perder, a vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.
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