quarta-feira, 17 de junho de 2015

Horta, festa junina na porta dos fundos e milho transgênico

Foto da Ana Campana
Neste fim de semana trabalhamos um pouco na horta (só para atualizar, ficamos sabendo pelo jornal do bairro que um pedido de adoção do espaço, não sabemos por quem, está em trâmite.. A esperar). Depois do mutirão entre vizinhos, sempre no segundo domingo do mês, levamos cadeiras para os fundos de nossas casas. Afinal, somos três casas sequenciadas de hortelões e mais vizinhos das casas da frente, de modo que formamos uma turminha boa, além dos amigos de outros lugares. E levamos mesas,  fogão, suporte para fogueira,  comidas e músicas de raiz. Até bandeirinhas de pano a vizinha Ana fez.  Ficamos comendo, bebendo e conversando até a noite. Esta rua, para onde abrem nossas portas dos fundos fica deserta à partir da tarde quando o clube que tem ali (ACM Lapa) encerra suas atividades. O estacionamento e a rua que volteia o clube ficam totalmente desertos e é neste espaço público que a gente gosta de prolongar a conversa. Outros vizinhos foram chegando. 



Não foi exatamente uma festa, mas aproveitamos o mês para a temática junina e combinamos meio de última hora. Cada um trouxe o que conseguiu fazer e a reunião das comidas formou uma mesa farta. Fizemos também quentão e chá de hibisco temperado com cravo e canela para alternar com o álcool. E teve pipoca, paçoca de amendoim, amendoim torrado, pinhão, bolo de fubá, arroz doce, canjica - tudo o que uma boa festa junina deve ter, especialmente o milho! 




E aí esbarramos na questão do milho transgênico que domina o mercado convencional.  Mas, acho que além de boicotar produtos com T no triângulo, assinar o abaixo-assinado no site Petição Pública, contra o PL 4.148, que isenta as indústrias de rotularem alimentos transgênicos, podemos também incentivar produtores que continuam insistindo em plantar milho orgânico, de sementes crioulas. Na nossa fogueira a canjica amarela era da Cooperbiorga - (Tel. (49) 3674-0166 ou (49) 9115-0009) e o fubá do bolo era da Guaranapaullinia, comprados na feira de orgânicos da AAO, no parque da Água Branca, aqui em São Paulo. Há outros produtores de milho livres de transgênicos que devem ser motivados a continuar plantando para que nossa festa junina não perca a tradição (pipoca, fubá, quirera, canjica). Consumir estes produtos pode ser uma saída. E nhac! 

A receita do arroz doce é esta que já publiquei aqui



Canjica de milho crioulo amarelo 

Deixe demolhando por 8 horas 500 g de milho para canjica orgânico. Cozinhe na panela de pressão com água limpa que cubra com sobra, por cerca de 30 minutos - não deixe faltar água. Deixe secar o resto de água, junte 1 litro de leite quente, meia xícara de açúcar, 1 colher (chá) de sal, 4 dentes de cravo, 2 paus de canela, 3 colheres (sopa) de manteiga de amendoim e 1 xícara de leite de coco grosso. Deixe cozinhar até engrossar o molho. Sirva quente, polvilhado com canela ou não. Rende umas 15 porções 

6 comentários:

Maria Emilia Resendes disse...

Querida Neide,
que sopro de vida me dá, ver teus posts contando de vida normal, vida saudável, vida compartilhada!
Não sabe o bem que és nesse mundo revirado...
Amei o ajuntamento, a junção das casas pelas hortas, pelos gostos de partilhar o que é bom para todos!
Saúde e paz!
Bjkas
Mila

Leticia Cinto disse...

Muito legal o mutirão com continuação de festa :) Tenho comprado fubá orgânico na feira do Parque da Água Branca, mas nunca achei farinha de milho, para fazer tutu de feijão (que lá em casa era chamado de virado). Saudade!

Yolanda disse...

Neide, grande parte dos produtos derivados do milho agora vem como transgênico, tenho receio que a cultura do milho saudável acabe, lembro de minha infância quando papai plantava o milho e o sabor das iguarias eram deliciosas. Temos que lutar contra essa imposição. Bjs.

Miguel Vieira disse...

Que bacana!

Fiquei surpreso ao encontrar, na zona cerealista, uma farinha de milho crioulo, orgânica -- e por um preço bom (R$4 o pacote de 1 kilo). Era dessas de textura fina. Acho que continua sendo melhor comprar na feira da Água Branca (onde provavelmente há menos intermediários entre nós e os produtores), mas fica a dica pra quem preferir / precisar comprar na zona; vi numa das lojas que ficam no final da Av. Mercúrio.

juju gago disse...

:)
bão demais, sô!

Não sabia do abaixo assinado! já fui lá.

beijins

Sill disse...

Nossa, Neide! Essa semana me deparei com esse problema ao ir ao mercado para fazer as receitas juninas! Obrigada por ler meus pensamentos! Vou procurar essas marcas nos mercados daqui. Bjs saudades docê! Sil