terça-feira, 5 de julho de 2011

Picanha de panela da Ilza


Não é que eu esteja sem assunto. Pelo contrário, minha mesa está abarrotada de coisas que mereciam ser comentadas. Mas que estou sem tempo é verdade. No sábado vou para o Acre, onde fico 15 dias. Na volta tem o Paladar Cozinha do Brasil, com duas aulas minhas (uma com a Mara Salles e a Ana Soares, sobre invólucros,  e outra que na verdade é um passeio de reconhecimento de espécies comestíveis na cidade). E,  nestes dias que restam,  um monte de trabalho para entregar ou deixar adiantado. Por que os dias não tem mais horas?

Por isto tinha combinado com a equipe do Come-se que se resume a mim que nesta semana não haveria postagem. Mas, como as receitas de Uberlândia estavam prontas e não dão trabalho nenhum publicar, a equipe concordou em deixá-las aqui registradas para a família Ribeiro e Tanus, afinal sobrinhos sempre querem saber aquela receita da tia, pra mim mesma que quero repetir e, quem sabe, pra você.

A  picanha feita assim fica tão macia e perfumada pela própria gordura, que não é tirada, e parece tão fácil de fazer, pelas palavras da Ilza (tia do namorado da Ananda), que entra no roll daqueles pratos infalíveis para se fazer quando vem muita gente comer na sua casa e você não quer arriscar o ponto do filé. Com uma boa farofa, então, eu recomendo mais ainda!


Picanha de panela. Receita de Ilza Ribeiro Coimbra

1 picanha inteira, com cerca de 1,6 kg cortada em filés
1 cebola grande ralada
5 a 6 dentes de alho socados
2 colheres (sopa) de óleo
1 colher (chá) de orégano seco
1 colher (sopa) rasa de sal
1 cebola grande cortada em rodelas

Misture a carne com os temperos e deixe pegar gosto por pelo menos 1 hora. Coloque a cebola em rodelas no fundo de uma panela de pressão e coloque por cima a carne em camadas. Feche a panela, sem adicionar nenhum líquido, e leve ao fogo. Assim que a válvula começar a chiar, abaixe o fogo e deixe cozinhar por cerca de 1 hora. Se tiver dúvida, levante um pouco a panela e balance devagar para sentir se ainda tem líquido. Está pronta quando estiver sequinha. Na dúvida, desligue um pouco antes de 1 hora, espere acabar a pressão, abra e deixe terminar de secar sem a tampa.

Rende: de 8 a 10 porções

Para a farofa, ela usou uma farinha de mandioca já temperada. Em Uberlândia há uma fartura delas nos mercados e nas feiras. Com urucum, pequi, pimenta, a gosto do freguês.  Basta refogar em manteiga um pouco de alho, cebola e banana passa picada,  juntar a farinha, tostar um pouco e nhac!

13 comentários:

Stefano disse...

Adoro o seu site, a sua equipe(de1) está de parabens.
O maior problema é costumar ve-lo em horarios errados, tipo 11 da manhã (da uma fomeeeeeee)
Mas queria fazer uma ressalva nesta receita, uma picanha não costuma (nem deve) passar de 1,3 ou 1,4 kg pois o resto disso é coxão duro.

Forte abraço
Stefano Lopes

Ricardo Mosca Miranda da Cruz disse...

Olá Neide, sou um admirador e leitor agora declarado do seu blog, que tal e qual comida das boas, não nos cansamos de repetir. É todo santo dia. Parabéns e muito obrigado por se interessar tanto por todos nós, seus leitores.

Gilda disse...

Entendi porque a picanha foi para a panela, pois na verdade só parte da carne é a chamada picanha, e, embora a gente sempre separe para fazer na braza, dá um gosto diferente à carne de panela feita com coxão duro (ou chã de fora, como falam em Minas) e deve ficar mesmo uma delícia. Como a gente fazia antes de "descobrirem" a picanha e cobrarem muito mais caro por ela.

Pâtisserie disse...

Vi, gostei e vou experimentar :) sou ja tua seguidora :) visita.me em cafenoirpatisserie.blogspot.com

Cozinha Perfumada disse...

Oi Neide!! Sempre acompanho suas delicias!! Esta picanha está linda e com uma cara ótima!! Suas receitas são o máximo!!Adoro!! Beijos Tereza

Neide Rigo disse...

Stefano, a equipe agradece. Neste caso, certamente a picanha leva junto um pouco do coxão duro. Com este tempo de panela de pressão, até ele amacia.

Ricardo, sem leitor que ânimo temos? Obrigada!

Gilda, pelo tamanho da peça, é isto mesmo - picanha e parte do coxão. Ficou tão bom!

Patisserie, já vou lá. Obrigada!

Tereza, obrigada!

Um abraço, N

david era uma vez... disse...

Fêssora...
Sou fã de toda a sua equipe... são todos meus mestres!!

A MacGyver dos alimentos!

Gostei dessa ideia da picanha... conhecia a receita com costela... mas de costela não sou um amante!

Boa viagem ao Acre... ja torcendo para as fotos das frutas exóticas, que claro, vc vai fazer um Book!

Beijos fessora

Anônimo disse...

Cagamba!! Parece tão fácil, que até o Zé Ruela aqui é capaz de fazer. Se eu não quiser fazer de picanha, que outra carne pode substituir?
Um abraço,

Mariano

Anônimo disse...

Epa!! Teve um gato na tuba. Afinal, a cebola é em rodelas ou é ralada?

Mariano

Anônimo disse...

Eu avisei que era Zé Ruela... Já vi que as cebolas estão devidamente descritas na receita. Desculpe.

Mariano

Neide Rigo disse...

David, obrigada!

Mariano, deve ficar bom também com coxão duro e acém. Depois me conte.

Um abraço, N

Lilian, a mãe do Gabriel. disse...

Ei Neide!Adoraria fazer esse passeio de reconhecimento...Quem sabe um dia aqui em Minas.
Amooooo seu blog!
Paz e muita Luz sempre...

Stefano disse...

Captei vossa mensagem amada gurua...entendi agora. Perdoe-me mas é que só entendo de churrasqueira mesmo. Panelas e fogão é minha chefe que entende.