quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Uma Pereskia perto de casa. Outro tipo de ora-pro-nobis

Partes da planta P. grandifolia
Tem dias em que a gente se sente como se o mundo todo estivesse em movimento enquanto você está ali parada, tonta, olhando para o carrosel que passa em disparada. As coisas vão acontecendo atropeladamente, você não dá conta de acompanhar e bate aquela sensação de que precisa conhecer aquele país, ir àquele seminário, participar daquele debate, assitir àquela aula, comprar urgente aquela revista, ir ao lançamento daquele livro - e ler o livro e comentar o livro!, ver aquele filme imperdível, aquela mostra de cinema que só acontece uma vez por ano, não deixar de ver aquela exposição, comer naquele restaurante e olhar ao longe o tempo se esvaindo com um véu ao vento. E a cada 24 horas um monte de coisas se repetem como o fato de ter que andar com a pequena Dendê. É a hora em que me obrigo a parar e a esticar braços, pernas e pensamentos. Às vezes minha energia está aonde está meu corpo e outras vezes, lá longe. Foi num intervalo destas divagações que voltei a atenção para onde eu realmente estava - na minha rua, olhando a paisagem como se já a conhecesse de cor. A lixeira amarrada com arame na calçada do 39, a santa-bárbara severamente podada do 45, o tronco oco da sibipiruna do 340, a jaqueira carregada da esquina, a praça, os matinhos. Sempre paro para ver se ainda restam cerejas-do-rio-grande numa calçada, mas nunca olho para o outro lado da rua quando sigo em frente. Desta vez, um amontoado de espécies me chamou a atenção.



Os espinhos são alaranjados quando jovens. Quando velhos, dá vontade de jogar palitinho com eles

Espinhos e folhas, que nascem direto do tronco lenhoso. É um dos cactos mais primitivos
Em frente ao muro da estação de trem estavam lá, juntas num mesmo canteiro, três espécies de pantas úteis, iuca, da qual já falei aqui, embauba, usada na fitoterapia para hipertensão, e ora-pro-nobis da espécie Pereskia grandifolia, com tudo a que tem direito: folhas suculenas, espinhos ou acúleos, botões, flores como rosas e frutos angulados triangulares.
Como pude durante anos passar por ela e não enxergá-la? Ou nem passar por ela? Fiquei tão feliz que as urgências da vida se amansaram. É bom constatar que ainda há tanto para conhecer e aprender a pouco mais de um palmo do nosso nariz e aceitar com tranquilidade nossas pequenas escolhas e a ignorância decorrente. E por mais que façamos escolhas, elas serão sempre pequenas.
Mas, voltando ao que interessa. Tenho ora-pro-nobis em casa; agora, com a reforma, voltou a ser um pequeno galho e mudou de lugar, mas continua firme e forte, embora demore alguns meses para que volte a ficar robusta de folhas. A minha é aquela que todo mundo conhece, Pereskia aculeata, e já falei desta espécie aqui, enquanto a da minha rua é a Pereskia grandifolia, conhecida como cacto rosa por causa das florezinhas parecidas com rosa, de cor rosa, mas chamada igualmente de ora-pro-nobis e usada na alimentação como a outra.
Veja a descrição da planta na Enciclopédia Agrícola Brasileira, de Aristeu Mendes Peixoto e Francisco Ferraz de Toledo (Edusp, 1998):
"Cacto Rosa. Pereskia grandifolia Haw. Brasileira, da Bahia, de caule arbóreo, cilíndrico, lenhoso, armado de terriveis acúleos reforçados, pretos ou muito escuros; o caule torna-se às vezes meio escandente, folhas no geral grandes (daí o nome específico), medindo de 12 a 15 centímetros de comprimento; os espinhos formam bastos tufos na madeira velha, mas via de regra são solitários nos ramos jovens; flores em pequenos cachos; frutos piriformes, obtusos, 3-angulados, 5 cm de cumprimento. As flores lembram rosas, daí o acerto da denominação vulgar, mas a planta é ainda confundida no Nordeste com a quiabenta (V.). Nota-se, em alguns autores, confusão entre duas espécies: 1) Pereskia bleo, D.C., P. grandifolia Haw. do Brasil, que é este cacto rosa; 2) Pereskia bleo H.B.K., P. panamensis Weber, da Colombia, Panamá, vulgarmente nomeada de rosa-madeira, talvez inexistente no Brasil.
O cacto rosa é, na verdade, uma jumbeba (V.) de flores róseas, já que outras jumbebas há com flores de outras cores."
Em outro trabalho da Universidade Federal do Paraná, Análise Morfo-anatômica de Folhas de Pereskia grandifolia Haw., Cactaceae, mais algumas informações (grifos meus; os números são referências bibliográficas, no fim do trabalho, para quem quiser se aprofundar no assunto)
"A família Cactaceae constitui-se de representantes preponderantemente originários de regiões temperadas e tropicais das Américas, particularmentede clima quente e seco 1-3, e compreendeplantas perenes, suculentas, de hábito variado e geralmente espinhosas 4. O gênero Pereskia é considerado o menos avançado da família, possuindo caule lenhoso bem desenvolvido, folhas suculentas e flores terminais dispostas em cimeiras 1. Diversos estudos têm sido conduzidos com diferentes espécies de Pereskia, a exemplo dos que tratam da identificação de compostos, como sitosterol e estigmasterol em P. aculeata Mill. 5, da saponina denominada de ácido oleanólico em P. grandifolia Haw. 6 e do alcalóide alucinógeno mescalina em P. corrugata Cutak e P.tampicana F. A. C. Weber 7, bem como da estrutura e diversidade genética de P. guamacho F.A.C. Weber 8, da disseminação de P. aculeata como planta invasora 9 e adequados controles biológicos 10, 11, da citotoxicidade de P. bleo (Kunth) DC. 12 e de aspectos fotossintetizantes na fisiologia de P. aculeata 13. Dados etnobotânicos revelam que P. grandifolia e P. aculeata são denominadas popularmente de ora-pro-nobis e as folhas são empregadastopicamente como emoliente na medicina popular, em razão do seu conteúdo mucilagino 324 Farago, P.V., I.J.M. Takeda, J.M. Budel & M.R. Duarteso. Adicionalmente, são consumidas na culinária regional brasileira 14, levando indústrias alimentícias a incluí-las em complementos limentares, devido ao alto teor do biopolímero arabinogalactana 15.
Nota do Come-se: o ácido oleanólico tem sido estudado como bloqueador de metástase de câncer pulmonar in vitro. Está espalhado amplamente entre o reino vegetal, pode ser extraído das folhas de oliveira, por exemplo, e tem baixa toxicidade. Veja mais aqui.
As folhas da direita são da P. grandifolia e as da esquerda, de P. aculeata
Mais sobre a planta: embora as folhas da P. grandifolia possam ser bem maiores, as folhas que colhi são praticamente do mesmo tamanho da P. aculeata que tenho aqui, como se pode ver pela foto. No sabor, são muito parecidas, embora as do cacto rosas tenham um ligeiro amargor como as couves, nada que incomode. A suculência mucilaginosa é igual nas duas e os espinhos, idem. A planta da P.aculeata lança galhos que se espalham, formando barreiras intransponíveis com seus espinhos, sufocando outras plantas, e por isto deve ser plantada com cuidado em áreas onde não possa cuidar. Em alguns países, é combatida como panta exótica daninha. Já a P. grandifolia forma arbustos que embora espinhosos me parecem mais contidos. No Clube Pelezão, aqui na Lapa, havia duas plantas dessas e, se não me engano, cortaram fora. Já vi também uma grande touceira no Horto Florestal. E por aí vai.
Pode ser comida crua ou cozida. Usei aqui os espinhos para prender
Na panela: pode ser usada como a outra. Fiz fritada e enroladinho recheado com queijo, preso com seu próprio espinho, só de brincadeira, mas que fica muito bom. Os frutos ainda estavam verdes, mas parece que não têm muito interesse gastronômico. Por enquanto, tinham gosto de babosa.
Só não pode esquecer de tirar os espinhos. Recheei com queijo, prendi com os espinhos e levei ao forno quente por 5 minutos. Reguei com azeite, polvilhei sal e pimenta seca e nhac!
Omelete comum, porém dourei antes no azeite um pouco de cebola, despejei um pouco de ovo batido e temperado com sal, cobri com folhas de ora-pro-nobis, polvilhei com sal e pimenta e cobri com mais ovo batido, deixei fritar, virei, dourei do outro lado e nhac!

24 comentários:

Anônimo disse...

Este é o tipo de postagem que me fascina: dados científicos q.b.,forma de utilização e boas fotos ilustrativas.
Obrigada por nos proporcionar, desta forma, prazer e cultura.
Um abraço
Manuela Soares

Anônimo disse...

Neide, aqui em Portugal utilizamos esses "espinhos" para comer caracóis. Vêm das piteiras/cactos
Dora

Claudiaroma disse...

Neide, quanta coisa interessante nesta postagem...parabéns pelas informações. tenho ora pro nonis em casa (vou te enviar uma foto dela com flor) mas esta aqui não conhecia. Uso as folhas no feijão, saladas e suco verde...abrs Cláudia Obenaus
htpp://claudiaroma.com.br

Verônica Tsering disse...

Neide, eu tenha em casa..a da florzinha que parece uma pequena rosa.
Me foi dada por uma amiga que a chamou de Ora pro Nobis ou "carne de pobre" pois segundo ela tem alto teor de ferro e pode ser usada para combater a anemia.

Gosto muito de usar as folhas no feijão, no arroz integral e tb na omelette.
As flores nunca comi...será q pode?

Adorei a informação tão completa pois sabia muito pouco sobre ela. Obrigada!

Maria das Graças disse...

Que grande coincidência. Hoje comprei aqui em uma feira de "orgânicos" um ramo desse tipo de ora-pro-nobis que eu não conhecia. A simpática senhora vendedora havia me prometido. Não é comum encontrar ora-pro-nobis por aqui. Quando vi aquele molho enorme, com lindas flores rosas bem vivas eu pensei: será que é mesmo ora-pro-nobis? Eu conhecia o de flores da cor creme. Essa, além do mais, não tinha espinhos, pois a vendedora os tirou para não espetar as clientes. Vou tirar uma foto e perguntar a Neide. Agora não é mais preciso. Voce já disse tudo.

jeffmota.eco@hotmail.com disse...

Coloca no You Tube: PANC'S, é um documentário sobre essa e outras plantas, procure tb pela tese de doutorado deo Valdelly Kinupp
Abc e adios...

Jefferson - FLoripa.SC

Eduardo Luz disse...

Neide, é esta a que eu tenho em casa e que está em plena safra.
Andei usando as flores também e como estou aqui escrevendo, acho que não tem problema usá-las um pouquinho. :)
Ótimo post (como sempre).

Gina disse...

Já mostrei o ora-pro-nobis no Naco apenas como curiosidade, ainda não provei, nem sequer vi pessoalmente.
Também tenho esses lampejos de "parar o tempo" enquanto admiro uma pequena beleza recém descoberta. A gente precisa se dar esse tempo para colorir mais a vida.
E o pega-varetas de pereskia? Só você, viu?
Amanhã, finalmente, sai o piquenique de Curitiba. Estou coordenando e feliz da vida!
Bjs.

Neide Rigo disse...

Manuela! Obrigada, que bom que gostou.

Dora, ótima dica, obrigada!

Claudia, me mande as fotos, então.

Verônica, ora-pro-nobis, das duas espécies, são chamadas de carne de pobre, mais pela quantidade de proteína da matéria seca (embora também possua um pouco de ferro, não totalmente aproveitável como o da carne). Também é rica em lisina, um aminoácido que falta ao arroz, por exemplo. Experimentei as flores mas, embora não tóxicas, não são gostosas, não.

Maria das Graças, gostei de saber da coincidência. Legal a vendedora ter tirado os espinhos.

Jeff, obrigada por lembrar. O trabalho dele é muito legal e a tese, com todas as plantas de que ele fala, é o primeiro aí do lado, na lista de links de livros, cartilhas etc. Ele cita a Pereskia aculeata, mas não vi a P. grandifolia, talvez por não ter em Porto Alegre, objeto do levantamen to. Obrigada! E também recomendo o documentário.

Para quem quiser ver o vídeo, o endereço: http://www.youtube.com/watch?v=T1Ccn2xk71o

Edu, as flores são comestíveis, mas não as achei muito gostosas. Mas também que flor é? É linda pra decorar, pelo menos.

Gina, que bom saber. E mais ainda do piquenique. Depois me conte.

Anônimo disse...

Quando vejo posts como esse e o da Trapoeraba é que me dou conta da quantidade de plantas comestiveis que temos ao nosso alcance e nem sabemos.É engraçado reconhecer as plantinhas que vi a minha toda se transformarem em alimentos saborosos assim num passe de mágicas! obrigada e bom fim de semana pra você!
Hildeny Medeiros

Dalva Tupinambá disse...

Neide,até dia 17/11,morava em Águas da Prata.Levei para lá mudas de ora-pro-nobis,plantei no jardim.Ficou um pé bem bonito.Quando mudei da casa, cortaram o pé.Mas como havia dado mudinha para uma amiga, lá no Bairro da Fonte Platina tem um pé de ora-pro-nobis.A que eu tenho é com espinho.Costumo dizer que o espinho quando espeta faz a gente ficar lembrando da danada uma semana de tão doído que é.Estou aqui em Campinas novamente e agora num apartamento.Estou me virando para salvar as mudas de mangarito que trouxe de Águas da Prata.
Gostaria de lhe mandar fotos do mangarito.O ap não tem sacada , então o jeito foi colocar as floreiras e os vasos em lugares onde pegam um pouco da luz do sol.
Por enquanto estou conseguindo colher salsinha e cebolinha, mas o manjericão eu fiz um pesto dele no meu aniversário, mas depois disso sentiu,ele precisa de sol...
Não sabia que havia vários tipos d ora-pro-nobis. Você sempre esclarecendo a gente de forma tão gostosa.
Abraços.
Dalva

Tereza disse...

Neide,ganhei uma muda de ora pro nobis de flores rosadas ..Fiquei com medo de comer pq pesquisei no google li que dessa cor ñ é comestível .Só qe em outro artigo do google tem uma culinarista fazendo um prato exatamente com essa da cor rosa ....tem até video...Por favor me tire essa duvida ;pode ou ñ comer a de flor rosadas
Obrigada
Tereza-Rj

Jaime Saiz disse...

Na verdade a Pereskia bleo parece ser nativa do Caribe e do litoral caribenho do México, e é bastante rara no Brasil e não está ligada a nenhuma tradição culinária em sua região de origem, sendo cultivada apenas como ornamental. Possuo há anos uma planta dessas e trouxe a muda da Ilha do Marajó. A planta matriz, que lá existia havia sido trazida, segundo constava de algum lugar do Caribe.
Já a Pereskia grandifolia é realmente a "QUIABENTA" nativa das Caatingas da Bahia, chamada apenas no Sudeste por "Cacto-rosa". Esta espécie é pouco conhecida na própria região Nordeste apesar de suas muitas utilidades. Ela apenas é cultivada na Chapada Diamantina, na Bahia, com a intenção de formação de cercas-vivas,e por alguns apicultores, subexistindo ainda também na forma selvagem em meio à Caatinga nativa.
E, por fim, apenas a Pereskia aculeata, é nativa, segundo historicamente consta, do estado de Minas Gerais e já era cultivada e consumida por escravos e pela população mais pobre em Vila Rica de Ouro Preto e em Diamantina nos idos do SÉC.XVIII.

Jaime Saiz disse...

Desculpe, faltou dizer que Pereskia aculeata, da antiga tradição culinária de Minas Gerais é a verdadeira e única Ora-pro-nobis. Existem, sem dúvida varias outras cactáceas comestíveis por aí, esperando que alguém a s prove, mas há que se ter cuidado sempre com suas toxinas (que podem ter efeito cumulativo no organismo) e com seus espinhos, obviamente.
Precisamos mais pesquisas, PRECSAMOS MAIS JARDINS BOTÂNICOS e eTNOBOTÂNICOS no Brasil, pois eles pesquiasariam esse assunto e nos informariam, além de conservar tais espécies de plantas tão úteis e belas.
Parabéns pelo Blog!

Neide Rigo disse...

Jaime, obrigada pelas informações.
Um abraço, N

olete maia disse...

JAIME,onde voce tem essa PERESKIA BLEO ?

Claudiano Barbosa disse...

Estou quase chorando de tanta emoção. Tenho uma planta dessa em meu quintal e por pouco não a cortei por causa dos espinhos. O interessante é que sempre fui curioso acerca da Ora pro nobis e sempre quis conseguir uma muda e sem saber tinha uma representante bem no meu quintal bem pertinho de mim. Que felicidade.

Anônimo disse...

Neide,gratíssimo pela informação sobre a Pereskia grandiflora, ou cacto rosa como se conhece mas ninguem sabia que podia comer por aqui, só a variedade aculeata que tem flores brancas ou creme.

Anônimo disse...

Ola Neide! Estou aqui fascinada com tanta informação boa a respeito da Pereskia! Em fevereiro de 2012 saindo a passeio fiquei apaixonada quando vi as flores tão lindas em uma cerca. Uma aluna querida que estava comigo, bateu palmas e pediu uma muda para a dona da casa. Não entendi a principio o olhar de espanto aquela senhorinha tão simpática que prontamente nos atendeu! É que na localidade era mato e havia muitas galhas espalhadas pelo terreno. Sabe o resultado minha belezura esta aqui em um vaso toda florida, e hoje ao ve-la lembrei-me do fato e vim pesquisar sobre a vida dela kkkkkk. Prciso divulgar tão preciosas informações. Muitíssimo obrigada.
Jacira Prado

Anônimo disse...

neide não estou conseguindo mandar email p vc para uma resposta particular.é sobre este assunto.
pode entrar em contato comigo?
guimaraesisabel@yahoo.com.br
obrigada isabel

Eduardo disse...

Eu faço e vendo muda de planas, uma delas e ora-pro-nobis e fomos advertidos por alguns fregueses de que a variedade com flor rosa (grande), é venenosa, isso procede?

Nêila Alves Gomes disse...

Olá. Moro aqui, no sul do Mato Grosso do Sul, e a trinta anos moro em um sítio na área urbana. Me identifiquei com a sua história porque, também me perco entre as cores, cheiros e sons. O "Ora Pro Nobis" estava ali todo o tempo e eu não havia percebido até que a pequenina princesa vestida de rosa me acenou do outro lado da rua. Ela dançava sozinha em um galho espinhento e alto ao vento que soprava forte. Acabou a pressa, atravessei a rua e fiz a melhor coleta de mudas dos últimos anos.
Amei ler todos os posts e, por isto, resolvi compartilhar. Obrigada.

Cris disse...

Ótima postagem. Eu ando atrás de uma muda de ora-pro-nóbis "tradicional", mas vi esta rosa perto de casa. Sempre tive dúvidas se podia comer, mas agora sei que pode. Vou fazer uma mudinha. Obrigada!

goto disse...

Neide: Há algum tempo ganhamos alguns galhos de Ora Pró Nobis. Metade delas vingaram e repliquei em outras mudas, que distribui a amigos e parentes. Eventualmente, deixo algumas mudas na calçada de casa para os passantes. Agora consegui algumas sementes de Moringa que estou ansioso para ver germinado... Se tudo correr bem, deixarei algumas na calçada. Já estou pensando na proxima "aquisição": Guandu. Depois ainda não sei...
goto.online@bol.com.br