quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Embrulhadinho de mandioca e banana-da-terra com camarão. Quinta sem trigo 30



Depois de tanto pesquisar, para a aula do Paladar, estes embrulhos em folha de bananeira e me deparar com rolinhos tailandeses de de arroz glutinoso com coco, beijus com massa de mandioca e pés-de-moleque no Norte, moquecas caipiras e caiçaras daqui de perto, pamonhas de mandioca na África, tamales mexicanos etc, comecei a sonhar com esta massa que combinasse a liga da mandioca com o adocicado e a umidade da banana e o sabor com fibras do coco. Cheguei a uma proporção que considerei ideal para que a massa não ficasse tão grudenta ou seca. Tudo em partes iguais. Juntei à massa, porque combinam, cominho e cúrcuma, que lhe dá um estilo meio asiático sem distância da identidade brasileira, afinal são ingredientes nossos a banana-da-terra e o coco, e os temperos asiáticos são também de uso corriqueiro na nossa cozinha. 

Terra no nome da banana e na origem da mandioca me fez pensar em algo da água para o recheio, mas não precisei extrapolar o bom-senso nesta escolha simbólica, já que é quase óbvia a combinação banana-da-terra com peixe ou camarão. Mas poderia ser também carne seca cozida e desfiada. 

O pacotinho vem completo, prato único, carboidrato sem trigo e proteínas, dispensando nesta quinta o lanche de fim de tarde com pão. Esta massa fica tão boa que merece uma investida maior. Para o seu, capriche no tempero, um camarão chapeado ou um filete de peixe. Faça porções menores, com menos massa. Faça rolinhos com o recheio no centro. Faça embrulhado e assado no forno ou na brasa. Se quiser, cozinhe em microondas. Experimente trocar o sal por açúcar e incluir um recheio doce. Bote a mão na massa e invente seu pacote. Aqui vai a receita - no dia da aula foi corrido e parece que ninguém recebeu a receita. Pelo menos todos puderam experimentar. 



Embrulhadinhos de massa de mandioca com banana-da-terra e camarão

Massa
100 g de massa de mandioca espremida (veja aqui também)
100 g de coco fresco ralado (tenho usado um congelado que compro no Mercado da Lapa)
100 g de banana-da-terra madura, firme e ralada grossa
½ colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de cúrcuma fresca ralada ou 1 colher (chá) de cúrcuma em pó
½ colher (chá) de cominho tostado e triturado grosseiramente 

Recheio: camarões chapeados com azeite, sal e algum tempero seco com pimenta (usei um tempero seco italiano com flocos de pimenta-calabresa, tomilho e orégano). Se quiser, use filetes de peixes dourados rapidamente em azeite antes (não precisam estar totalmente cozidos, pois terminam de cozinhar no vapor e o mesmo vale para o camarão) 

Modo de fazer: misture os ingredientes da massa, amasse bem até formar uma bola de massa homogênea. Faça montinhos sobre folhas de bananeira (limpas, cortadas em quadrados do tamanho da palma da mão e amolecidas na chama do fogo). Coloque recheio na quantidade que quiser - que cubra toda a massa ou só no centro, feche os pacotinhos como embalagem de presente, com as dobras para baixo. Cozinhe no vapor, no alto da cuscuzeira, por exemplo, por cerca de 15 minutos ou até que a massa fique firme e translúcida.




Variação: abra a massa na folha de banana, coloque o recheio (aqui, só aproveitei o restinho de camarão, mas poderia ter mais ou maior), enrole fazendo um cilindro. Ajude com a folha como se ela fosse uma esteira de sushi. Desprenda parte da folha e coloque alguma erva fresca para grudar na massa (frescura pura - combinaria mais coentro, mas não tinha e usei salsa). Feche de novo em rolinho (a folha do tamanho do rolo) e cozinhe no vapor por 15 minutos. Ou cozinhe no microondas (você testa e me conta quantos minutos). E nhac com molho de pimenta.

14 comentários:

  1. parece que dá trabalho, mas não é tanto assim. e é MUITO bom.
    dona neide, nesse embrulhadinho, a senhora se superou. e fez a alegria aqui em casa. beijo, querida.

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  2. Veronika, tem mais aqui. Venha buscar!

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  3. Perdão, querida! Fiquei te devendo, né? :-(
    NHAM!

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  4. D. Neidoca,

    Desculpe-me se já mencionou isto, eu não li, tenho cá as folhas, mas pra quem não tem, dá pra congelar a folha da bananeira como se faz com as de cúrcuma?
    Não experimentei mas dá a impressão de que ficou muito bom.
    A cúrcuma fresca ralada no arroz ou no frango é algo que aprendi neste blog. Não se compara à curcuma em pó.

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  5. Ops, o que pareceu ótimo foi o embrulhadinho!

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  6. Cara de cuscuz paulista, cara de tamale, de pamonha, de sushi, mal posso esperar para tentar só de imaginar o sabor. Que aparência linda! Imagino o sucesso entre visitas de outros países.

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  7. Bom demais, eu experimentei lá na aula no Paladar e, ao lado da mingau que vinha na semente do jatobá, essa foi a receita que eu mais gostei! Já ia te pedir pra postar aqui, Neide!!! Obrigado!

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  8. Neide, olha que coicidência, no mesmo dia que postou a receita de embrulhadinho de mandioca e banana da terra com camarão eu tinha feito paçoca de banana da terra aqui em casa para o café da manhã.É simples: banana da terra cozida, amassada e misturada com coco fresco ralado, daí é só escolher comer no café da manhã, lanche ou mesmo acompanhar a carne de sol.
    bjs

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  9. No lugar do camarão, vc pode trocar por tucumã e queijo qualho, e banana pacovan frita tbm vai ficar muito legal!

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  10. Com camarão deve ficar ótimo.
    Beijos!

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  11. Adorei esta receita e vou leva-la comigo, testarei e lhe darei retorno. Muito obrigada pela partilha. Beijinhos da Nina

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  12. Bah! Que delícia! Otima dica!

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  13. Você nem faz parte do curso de farmácia e fica arrumando confusão no curso dos outros. Eu não me esqueci, quando há alguns anos atrás você ligou para a minha casa a mando da Gabriela Santana Andrade para me passar um trote. Você falou que era a Simone da minha turma de analítica 1 e depois começou a rir quando eu notei que era trote. Eu fiquei um ano inteiro morrendo de medo de você e da Gabriela Santana Andrade.

     

    Depois eu descobri que você fazia pedagogia no campus da praia vermelha. Você nem fazia o curso de farmácia e foi arrumar treta no curso dos outros. Se você tivesse um trabalhinho, você não ficava arrumando confusão no curso dos outros. Fica comprando a dor dos outros e arrumando confusão no curso dos outros. Falta do que fazer. Isso aconteceu ainda sexta-feira, porque sábado não tem aula, então se a treta desse errado, a Gabriela Santana Andrade não precisaria me ver na faculdade no dia seguinte. Agora você se formou em pedagogia. O seu poder na faculdade acabou no momento em que você se formou. Você agora é uma professora particular da Rede Elite de Ensino, será que as pessoas na rede elite de ensino sabem quem você é de verdade?

     

    Será que você ensina os seus alunos a passar trote para casa dos outros se passando por outras pessoas também?

     

    Eu sei tudo sobre você, eu inclusive achei o seu perfil no Instagram e no Linkedin:

     

    https://www.instagram.com/bprocession/

     

     

    https://br.linkedin.com/in/ana-beatriz-procession-57b709214

     

    Mas você também amiga da Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, a Beatriz Ribeiro de Oliveira fica falando na faculdade para todo mundo ouvir que escondeu a cola da professora, ela falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de química orgânica e só consegui passar em orgânica 1 graças a Lages agora a Beatriz está falando bem da Lages, a Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:

     

    https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763

     

    É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico. A Beatriz Ribeiro de Oliveira representa tudo o que há de errado na faculdade, ela é a professora que vale a pena colar na prova, ela é a prova que a coordenação da farmácia da UFRJ fecha os olhos para quem cola na prova, ela fica se fazendo de santa, mas no fundo ela não presta. Eu sinto vergonha de ser obrigado a ser da mesma turma de um ser tão desprezível como a Beatriz Ribeiro de Oliveira.

     

     

    Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.

     

    Eu não tenho nada a perder, a vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.

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