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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Espaguete com berbigão ou as meninas Slow

Elaine e Jennifer, as cozinheiras
No ano passado estiveram aqui os alunos da Università degli Studi di Scienze Gastronomiche (criada em 2004 pelo Slow Food internacional com colaboração da região Piemonte e Emília Romana) e eu dei a eles uma ligeira aula sobre ingredientes brasileiros. Fui com eles também ao Sítio do Bello, a convite do Convívio São Paulo do Slow Food. Neste ano, três alunas da turma vieram aqui em casa, fomos visitar o Mercado da Lapa e depois fizemos almoço. Era parte da intensa programação que tiveram aqui em São Paulo. Não tínhamos ideia do cardápio, que não demorou a surgir a partir do que encontramos no mercado. Mariana Guimarães, a tutora, também brasileira, e eu concordamos que poderia ser interessante usarmos o berbigão de Santa Catarina (um dos produtos incluídos na Arca do Gosto), que o Silvio, da Peixaria São José (box 111) tem,  numa pasta, já que o tema deste ano para o trabalho dos alunos é a influência italiana na cozinha paulista. Compramos os ingredientes e as meninas xeretaram tudo no mercado, de temperos a fumo de corda. Fomos e voltamos de trem e quando o almoço saiu já passava da hora.  Não da hora de apreciar o talento das duas italianas que comandaram os fogos - Elaine Lunghini e Jennifer Cordin.  Fiquei só observando e lidando com outras coisas (jiló, legumes e raízes que elas não conheciam), mas não perdi um só passo para deixar registrado aqui. 



Annelie Bernhart,  que de tudo leva um pouco


































Adorei as horas em que passamos juntas e fiquei contentíssima de ver numa das meninas, a alemã Annelie Bernhart, ter os mesmos comportamentos que tenho em viagem: provar e cheirar de tudo, anotar nomes, carregar sementes, contrabandear ervinhas e mudas, levar a mala cheia. Imagine se não a enchi de saquinhos!  Elas se foram mas a casa continuou alegre. Vamos à receita, então: 


Espaguete ao berbigão. De Elaine Lunghini e Jennifer Cardin 


Forre o fundo de uma frigideira com azeite (umas 3 colheres de sopa) e junte meia cebola grande picada em cubinhos. Mexa e deixe no fogo alto até que elas fiquem sequinhas e transparentes, sem dourar. Junte, então, vinho branco seco para cobrir a cebola. Deixe evaporar e adicione 6 tomates bem maduros, mas firmes, picados em cubos pequenos (algo como 1,5 centímetro). Tempere com sal, e cozinhe, mexendo de vez em quando até que os tomates fiquem macios, sem muito caldo, mas sem se desmancharem. Coloque mais ou menos 350 g de berbigão e cozinhe rapidamente - só o tempo de aquecer bem, pois já é pré-cozido. Prove o sal e corrija, se necessário. Enquanto isso, cozinhe o macarrão, escorra e coloque na frigideira com o molho. Desligue o fogo, mexa para incorporar o molho, junte folhinhas de manjericão frescas e sirva regado com mais azeite se quiser e mangia che te fa bene! 


Outras fotos:
Dona Enedina, do Box 66/81, posando pras meninas
Marli, descendente de napolitanos, perguntando sobre a Itália

5 comentários:

  1. Neide, que delícia esta troca de experiência entre culturas... E imagino que prazer acompanhá-las ao mercado, apresentar os ingredientes que não conheciam, e sentir o verdadeiro interesse em aprender...
    marlene

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  2. Neide boa companhia, boa comida, bom passeio culinário! Perfeição :)

    Eu tenho que provar berbigão uma hora dessas. Deve ser semelhante às deliciosas amêijoas (clams, vongole)

    Abração,
    H

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  3. Oi Neide,

    as meninas adoraram e eu tb! Você sempre super gentil e com tanta sabedoria! Agora a Annelie vai ter que te atualizar sobre o desenvolvimento das plantinhas em Bra!
    bjs e mais uma vez muito obrigada,
    Mariana Guimarães Weiler.

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  4. Amo espaguete! Adorei a postagem! Continuem o bom trabalho!

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  5. Desculpa-me por ter feito a prova para você em orgânica 1, eu não sabia que depois que você passasse em orgânica 1 graças a prova que eu fiz para você, você iria se voltar contra mim. Eu não deveria ter feito a prova de orgânica 1 para você, eu deveria ter deixado você ficar reprovada em orgânica 1. Pelo menos assim eu iria merecer quando no ano seguinte, quando você iria se juntar a Gabriela Santana Andrade e iria ficar me humilhando por conta de iniciação científica. Eu me lembro que você entrou no grupo de analítica 1 só para me humilhar, você tinha falado que tinha escolhido o curso certo, que a treta no grupo já durava 3 horas. Você nem fazia aquela disciplina, você entrou no grupo só para me humilhar, é isso que eu ganho por fazer a prova para você, sem pedir nada em troca.

    Você escolheu tanto o curso certo, que você trocou de curso de farmácia na UFRJ para medicina na Univassouras. Você é a prova que o sonho do farmacêutico é ser médico, que as pessoas só fazem farmácia, porque não existem vagas no curso de medicina para todo mundo.

    Eu sei tudo sobre você, eu inclusive eu achei o seu perfil no Instagram:

    https://www.instagram.com/isadoracostt/

     

    Mas também você é amiga do Jakson Barros Bonfim. O Jakson pagou outra pessoa para fazer a prova online de orgânica 1 da Lages. O Jakson abriu a empresa Bonfs Home Center com o dinheiro da bolsa de IC, dinheiro esse que ele conseguiu graças à cola. O professor substituto chamado Luis Phillipe Nagem Lopes é o orientador de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Jakson Barros Bonfim. O título do TCC do Jakson Barros Bonfim é Sistematização de casos clínicos do HUCFF e desenvolvimento de website como ferramenta pedagógica: um relato de experiência.

    Você também é amiga da Jéssica Mel da Silva Faria, A Jéssica ficou me humilhando em analítica 1 por causa de iniciação científica, quando eu perguntei a ela, porque ninguém estava me defendendo da humilhação, ela falou que eu estava no fundão e que a faculdade de direito ficava lá no centro, ou seja, como ela fazia farmácia e não direito, ela não precisava me defender da humilhação. O orientador de TCC da Jéssica Mel da Silva Faria também é o Luis Phillipe Nagem Lopes e o título do Trabalho de Conclusão de Curso dela é Desenvolvimento de um ebook para orientação da equipe de enfermagem sobre administração de medicamentos de alta vigilância em UTI neonatal/pediátrica: relato de experiência.

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