quinta-feira, 17 de abril de 2008

Pé de espaguete

Pena que primeiro de abril já foi. Veja o vídeo que pode ilustrar esta deliciosa crônica da Nina de hoje, na Folha de São Paulo. Ai que fome! Quando é mesmo o dia do macarrão?

http://br.youtube.com/watch?v=SyUvNnmFtgI&feature=related

O "marrequinho" que caiu no gosto

NINA HORTA


No caso do cuscuz, parece que a magia vem da palavra Marrocos, as imagens de Tanger "- NÃO ESQUEÇAM das caixas de cuscuz marrequinho!", grita o motorista do bufê ao sair para uma festa. Felizmente não esquecemos nem o "marrequinho" nem as "barguetes" (mistura de barquete com baguete) nem o "salmon", como nós, brasileiros, gostamos de falar. De onde virá a pronúncia? Suspeito que de saumon, herança de quando éramos afrancesados.Pois as caixas de cuscuz há uns dez anos já se acomodam junto ao arroz, aos cocos e melancias nas viagens para as festas. Qual será o mistério da aclimatação de um ingrediente novo? Alguns vêm e vão como se jamais tivessem vindo, e outros se naturalizam. No caso do cuscuz, parece que a magia vem da palavra Marrocos, as imagens de Tanger, de Casablanca, a música, os souks, as paisagens mutantes.E quem é afinal o tal de cuscuz que virou moda? Cherry Ripe, uma escritora australiana, conta que fez corar o dono de um armazém libanês, ao convidá-lo para provar de seu cuscuz, que não havia melhor. O homem sumiu empório adentro e não voltou mais, muito tímido para explicar que, na sua terra, esse era o nome das "partes mimosas da mulher", como explicou o seu irmão, mais expedito.Em 1950, a BBC fez um documentário "fake" de 1º de abril, com camponesas italianas subindo as árvores para a colheita anual do espaguete. (A produção foi dificílima e estressante.) Muito inglês acreditou, e isso mostra como se entendia pouco de massas, na época. Peguem livros de 1940 e vejam como éramos ignorantes e que macarrões esdrúxulos fazíamos. Tão diferente de hoje, principalmente em São Paulo, onde somos os reis do risoto e do penne ao pesto! Bem, o cuscuz também sofre de certos mitos. O que é aquilo?Um grão redondinho? Não, não é, é macarrão, é pasta, feita de trigo duro, moído grosseiramente. Era de bom tom fazê-lo à mão. Com a industrialização, foi preso na caixinha e tudo ficou mais fácil, muito mais, se bem que, como todo macarrão, não tão gostoso quanto o fresco.Foi-se impondo nos restaurantes pela facilidade de cozimento, pelo gosto conhecido e pela docilidade com que se curva à criatividade dos chefs. Uma água fervente, um rápido mergulho e está pronto o marrequinho. Pode ser servido com legumes grelhados, com ervas, mas poucas vezes o vejo misturado ao grão de bico, como nas receitas do norte da África. Fica bonito em formato de pirâmide, sobre corações de alcachofra. Assim, normal, normal, é meio sem graça. Há os que o amam muito temperado, apimentado, acompanhando carnes e aves e cordeiro ou carneiro, sem dúvida. Cozido no vapor e nos caldos. Misturado a um paio ou lingüicinha e brócolis. Vale tudo.Poucos experimentaram o cuscuz doce, cozido, passado na manteiga, polvilhado com canela, passas, tâmaras, pistaches, nozes, amêndoas, macadâmia e um fio de leite por cima, na hora, o quanto baste.Estão na moda os copinhos com porções individuais. Nada melhor que um cuscuz marroquino, proporcional ao tamanho do copo, porque você não vai pôr um espaguete ao sugo numa cumbuquinha. E, aí, a imaginação acode rápido. Tantas variações!Outro dia, comi no restaurante Marcel da Consolação um foie gras com brotinhos de beterraba. Brotinho mínimo, mesmo. Não imaginam o gosto forte, de inundar até o cérebro, sem as desvantagens de manchar todo o prato de vermelho! Por sinal, se um dia quiserem variar e não comer suflê, ou comer só um suflezinho, peçam o cardápio degustação do Marcel. O dono, Raphael Durand, um rapaz talentoso, é um chef de primeira fazendo com amor e garra uma comida autoral. Mas por que falei nisso mesmo? Porque ele é o rei dos brotinhos inesperados e saborosos que caberiam todos, muito bem, num pratinho de cuscuz.

ninahorta@uol.com.br

5 comentários:

  1. Outro dia vi um programa sobre como fazem o cuscuz artesanalmente. Fiquei encantada.

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  2. Olá :)

    É sempre uma aventura vir à tua página - agora foi uma viagem a Marrocos!

    Aqui por casa come-se cuscuz com muita frequência mas, ao contarário do habitual, gosto dele o mais simples possível: cozido com água e sal. Nunca me deu para experimentar muito mais mas agora fiquei curiosa.

    Bjs

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  3. gosto do 'marrequinho' com legumes, nunca fiz 'doce', vou sapear!
    Beijinhos,

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  4. Minha sogra faz couscous astesanalmente...uma maravilha. No Brasil ficou conhecido como couscous marroquino....mas não deixem de provar tb o couscous tuniasiano.....maravilhoso.
    Bjcas..as crônicas da Nina são sempre um primor.

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  5. Você passou colando em cálculo para farmácia usando o Photomath, você pagou outra pessoa para fazer a sua prova de orgânica 1 com a Lages durante o EAD. Ficou com o CR 7, faz IC com bolsa, publicou 4 artigos científicos e não conseguiu nem passar em bioestatística. Quer dizer que colou a beça durante o EAD e quando as aulas presenciais começaram você não conseguiu colar e ficou reprovada.

    Eu me lembro que você tinha escrito no grupo do noturno, que a professora particular, que você tinha indicado era péssima, que você tinha pagado uma professora para fazer a prova de Lages junto com você, que você fez a prova da Lages apenas baseada nos seus conhecimentos e depois ela não quis devolver o dinheiro. Você pagou outra pessoa para fazer a prova para você e você ainda publicou 4 artigos científicos. Quer dizer, você paga uma pessoa para agir de forma desonesta e depois quando você faz uma escolha ruim, você ainda vem reclamar?

    Toma vergonha na cara. Eu sei tudo sobre você, eu achei o seu perfil no Instagram, no Linkedin e no currículo lattes:

     

    https://www.instagram.com/brucoelho88/

     

    https://br.linkedin.com/in/bruna-coelho-492938256

     

    http://lattes.cnpq.br/5568912774142722

     

    Mas você também amiga da Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, a Beatriz Ribeiro de Oliveira fica falando na faculdade para todo mundo ouvir que escondeu a cola da professora, ela falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de química orgânica e só consegui passar em orgânica 1 graças a Lages agora a Beatriz está falando bem da Lages, a Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:

     

    https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763

     

    É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico. A Beatriz Ribeiro de Oliveira representa tudo o que há de errado na faculdade, ela é a prova que vale a pena colar na prova, ela é a prova que a coordenação da farmácia da UFRJ fecha os olhos para quem cola na prova, ela fica se fazendo de santa, mas no fundo ela não presta. Eu sinto vergonha de ser obrigado a ser da mesma turma de um ser tão desprezível como a Beatriz Ribeiro de Oliveira.

     

     

    Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.

     

    Eu não tenho nada a perder, a vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.

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