terça-feira, 8 de abril de 2008

Canjiquinha com legumes no vapor condimentados


Os legumes foram descascados deixando um pedacinho da folhagem. os quiabos ficaram inteiros.

É só cozinhar e soltar com o garfo, que a canjiquinha fica assim, macia mas soltinha com um cuscuz marroquino.

Com exceção do quiabo, que foi colocado nos últimos minutos, os legumes foram cozidos no vapor no mesmo tempo da canjiquinha.

Há dias em que não sobra muito tempo pra cozinhar e nestas horas algumas maquinarias fazem quase todo o trabalho por mim. Evito, assim, ter que sair e comer sem graça no quilo do clube ACM, que fica a 100 passos desta minha cadeira, tem um jiló frito que é uma delícia, mas é sempre a mesma coisa, aquela comida mexida, arroz seco, cara de marmita, televisão ligada no futebol. Então, corro à minha cozinha (até que eu leve um belo de um tombo como o Marcos teme, eu corro em vez de andar), invento alguma coisa que prescinda de minha colaboração presencial e volto a trabalhar. Sobra-me tempo, depois, para comer com mais graça, silêncio e segurança.
Neste dia havia uma carne de panela com molho que, requentada, fica ainda melhor. Então, só faltava o acompanhamento. Gosto de fazer quirerinha ou canjiquinha, o milho quebrado, comida de passarinho, que todo mundo conhece, assim, macio, mas seco como um cuscuz marroquino. Então, cozinho no fogo ou na panela elétrica de arroz, com água na mesma proporção que uso para arroz branco. 1 parte do grão para 2 de água. No fogo, é só refogar cebola e/ou alho num pouco de azeite, juntar a quirerinha e 1 colher (chá) de sal, mexer, colocar água ou caldo de legumes fervente e abaixar o fogo quando começar a ferver. Tampar a panela e deixar cozinhar por cerca de 15 minutos ou até a água secar e os grãos ficarem macios. Aí é só soltar com um garfo e servir. Na panela elétrica, só coloco o grão e a água nesta mesma proporção, junto um pouco de sal e manteiga e ligo. Quando fica pronto, a panela apita e desliga sozinha, mantendo a temperatura. Como esta panela tem também um recipiente para vapor, sempre aproveito para cozinhar algum legume com os grãos. Abóboras, cenouras, chuchus, quiabos, batatas, inhames, carás, batatas-doces. O que tenho em casa, aproveito para botar lá. Desta vez, foram cenourinhas e kabus, estes nabos redondos e mais densos, fresquíssimos, orgânicos, da banca do Zé, do Sítio Moysés e Miriam, no Parque da Água Branca. A cenoura estava incrivelmente crocante e doce e combinou com os temperos. E as ramas dos dois legumes estavam vivas e verdes; foram aproveitados para fazer refogados em alho, como couve. As do nabo lembram folhas de mostarda, deliciosas. Nos últimos minutos foi que coloquei os quiabos, também da Água Branca, que estavam molinhos. Polvilhei tudo com um pouquinho de sal. Cozinharam só no vapor da panela já desligada. De resto, fiz como este caril seco de quiabos, desta vez carregando um pouco mais no tempero, porque o nabo carecia.

A Alessandra Madeo, do Viva com Orgânicos, também trabalha com os produtos do Zé.

6 comentários:

  1. q coidinah boa! adori a canjiquinha dessa forma...vou tentar!

    bjs

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  2. Neide:
    Adorei o seu blog, sobretudo a sua descrição...hahahahah...muito bacana.
    I'll be back...
    Bjs

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  3. Teve tanto capricho que nem dá pra imaginar que foi no corre-corre. Nunca fiz canjiquinha assim soltinha, só com caldo, vou experimentar...

    Beijos!!!

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  4. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  5. Neide, adorei o seu blog! Obrigada pela visita à minha cozinha e pelo comentário simpático.

    Esta canjiquinha tem um ar bem atraente!

    Bj

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  6. Meu marido queria comer canjiquinha, mas eu só achava receita com carne de porco. Adorei a dica. Um abraço. Selene.

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