terça-feira, 10 de setembro de 2013

Expedição Pitadas. Quitutes e quituteiras de Pirenópolis

Se quiser saber mais sobre esta viagem a Goiás, leia de baixo pra cima as postagens anteriores: 
http://come-se.blogspot.com.br/2013/09/expedicao-pitadas-visita-ao-produtor-de.html
http://come-se.blogspot.com.br/2013/09/expedicao-pitadas-visita-produtores.html
http://come-se.blogspot.com.br/2013/08/expedicao-pitadas-banquete-na-cidade-de.html
http://come-se.blogspot.com.br/2013/08/expedicao-pitadas-restaurante-porto.html
http://come-se.blogspot.com.br/2013/07/mala-cheia-de-goiania.html
http://come-se.blogspot.com.br/2013/08/expedicao-pitadas-em-goias-restaurante.html
http://come-se.blogspot.com.br/2013/08/expedicao-pitadas-feira-do-ateneu-em.html




Em Pirenópolis, depois de visitar a produção de baru, fomos nos encontrar com as melhores quituteiras da cidade convidadas por Katia Karan, amiga do Slow Food Pirenópolis, a se reunir no ateliê de Cristina, sua irmã. Quando chegamos, já um pouco atrasados, encontramos todas sentadas ao redor de uma mesa com toalha de renda bordada de quitutes. Cada mulher apresentou sua especialidade com detalhes de feitio, ingredientes, histórias e memórias afetivas. Eram doces clássicos, daqueles que jovens já não querem mais fazer. 


Dona Irma e sua peneira 

Pudim de fubá de arroz

Dona Irma levou seu pudim de fubá de arroz e disse que usa até hoje a peneira de mais de cem anos, trazida da França pela mãe do seu pai. Diz que não dá certo se usar outra peneira e por isto carrega-a pra cima e pra baixo e trouxe num saco de pano para nos mostrar. Cada quilo de fubá perde 1 xícara de farelo retido naquela peneira. Em compensação fica fininho, fininho. Com o fubá faz um tipo de mingau aromatizado com cravo, canela, erva-doce. E depois vai ao forno às colheradas. 

E teve bolo de queijo e coco da Dona Divina e empadão pirenopolino. Cerise, que trouxe o empadão, contou que antes empadão era comida especial, só de Natal. E era  feito em lata de marmelada. Entrava coxa de frango inteira, com osso, batata, pão, linguiça, guariroba. Era espessado com fubá de arroz. Hoje o empadão é feito em forminhas de cerâmica pretas.  Segundo Dona Teresinha de Arruda Camargo, a massa de empadão leva 1 kg de farinha, 1 copo de óleo, 1 ovo, 1 colher (sopa) de sal e água para dar o ponto. Já Cerise faz com 1 kg de farinha, 2 copos de água, 1 copo de óleo ou banha, 2 colheres (sopa) de sal, 1 colher (sopa) de açúcar e 1 ovo.  Para dourar, as duas concordam que o melhor é pincelar a superfície com 1 ovo inteiro misturado com um pouco de café. 

Teresinha Mônica
Pão Pereira

Dona Teresinha Mônica trouxe o Pão Pereira, como se fosse uma esfirra fechada, recheada com carne moída amassada com batata cozida, cebola, pimenta e manteiga, moldado em forma de bola e assado. A massa de pão leva 1 kg de farinha, 1 ovo, 1 colher (sopa) de manteiga, 1 concha de óleo, sal, 1 pitada de açúcar, 1 tablete de fermento de pão e água pra dar o ponto. Faz-se como massa de pão, recheia com a carne crua (mais batata cozida e temperos) e assa. Uma delícia quentinho. 

O queijo-leite ou Queijão também trazido pela dona Terezinha Mônica é como um pudim de leite. Leva um litro de doce de leite bem durinho misturado com 9 gemas peneiradas, canela e 9 claras em neve. Assa no forno médio, rende um folhão (uma forma grande, untada com óleo).  Kátia trouxe bolo feito com fubá moído em sua fazenda. Perfeito. Teve ainda bolacha de mulher parida (ai, cabeça, esqueci de quem era), biscoito sequinho feito de farinha de trigo enrolada como biscoito húngaro.  

Dona Teresinha fala das verônicas 
E as lindas verônicas da Dona Teresinha de Arruda Camargo que são alfenins branquinhos em forma de esplendores. Mas delas falo no próximo capítulo. 


3 comentários:

  1. Neide, ha tempos não passava por aqui, e observo que o come-se está ainda mais gostoso. Que atividade linda com as quituteiras e doceiras! Deu uma "fome" de doce!
    Estive com a Katia no último final de semana e falamos de você. Saudades.

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  2. Essas são cozinheiras de mão cheia! Minhas tias queridas! Obrigada pelas fotos. Estava procurando fotos do manjar de fubá de arroz da vovó Maria. BJ

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  3. Você (Jakson Barros Bonfim) está achando que eu ainda sou aquela mesma pessoa, que eu era a 3 anos atrás, quando a Gabriela Santana Andrade mandou a amiga dela do curso de pedagogia chamada Ana Beatriz Procession Guimarães entrar no grupo de analítica 1, se passando por uma tal de Simone, essa “Simone” ficou me humilhando por causa de iniciação científica junto com você e com a Gabriela Santana Andrade, depois você ficou compartilhando aquele áudio de eu tossindo e gritando que eu estava doente Gabriela com todos os seus amigos da atlética de farmácia. O que você fez comigo não se faz nem com um bicho. Se você tem alguma prova que fui eu que enviei aquele e-mail, porque você não procurou uma delegacia de polícia ou a coordenação da farmácia?

    A verdade é que você não tem nenhuma prova contra mim, você é apenas corajoso em grupo de Whatsapp embaixo da saia da Gabriela Santana Andrade, pessoalmente você nem sequer se dá o trabalho de falar comigo.

    Eu sei tudo sobre você, eu inclusive achei o seu perfil no Instagram e no Linkedin:

    https://www.instagram.com/jboonfim/

     

    https://br.linkedin.com/in/jaksonb

     

    Mas também você é amigo do Guilherme de Sousa Barbosa. Ano passado, o Guilherme ameaçou me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele. O Guilherme nunca falou comigo na faculdade, a única vez que ele veio falar comigo é para ameaçar me bater. Depois que o Guilherme ameaçou me bater mesmo sem eu ter feito nada contra ele. A Camilly Enes Trindade, a Ana Clara Gomes de Oliveira, a Ana Carolina Vieira Metello, a Bruna Coelho de Almeida, a Giulia Amarante de Almeida Mussi da Silva, a Leticia de Sousa Albuquerque, o Nathan Genovez Dias de Fonseca e o Vinicius Gomes Gadini foram fazer queixinha sobre mim na coordenação da farmácia.

    Por causa dessa queixinha, algum FDP da coordenação da farmácia da UFRJ vazou as minhas informações pessoais para uma pessoa, que nem me conhece, que nunca fez uma disciplina junto comigo e que já concluiu o curso de farmácia. Se esse FDP achou que iria me calar, ele pode ter certeza que ele não conseguiu, eu nunca vou me calar em frente às injustiças. Se esse FDP morasse aqui na minha rua, os traficantes já mandariam esse FDP subir até a boca de fumo. Os traficantes não gostam nada de gente, que faz as coisas para sacanear os outros. Aqui em frente a minha casa funciona um ferro velho clandestino, que fornece material furtado para os traficantes fazerem barricadas.

    A vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte, eu não vou perder a minha bolsa.

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