segunda-feira, 13 de abril de 2015

Vagem macarrão da horta


Quem me deu as sementes pra plantar foi a Marisa Ono, do Blog Delícia. Dona Margareth, mãe da Marisa, por outro lado, conseguiu as sementes numa feira escolhendo vagens bem grossas, com feijões já desenvolvidos. Colocou pra brotar e deu certo. 

Queria ter semeado bastante em Piracaia, mas como estamos vendendo o sítio, achei que seria melhor plantar perto de mim. No quintal já há cará moela extravasando os limites do meu muro e feijão-espada se entranhando pela janela pouco movimentada do quarto, denunciando o espaço de filha casada.  Por isto, plantei na horta comunitária desafiando olhares do contra, com argumentos de que o solo não é bom, de que podemos colocar em risco a população da Lapa, de que o lugar o poluído, de que ali passam ratos e baratas etc.  Mas se formos pensar assim, que não podemos ter plantas alimentícias em locais públicos, teriam que sair por aí jogando creolina sobre espécies comestíveis plantadas por passarinho ou pelo vento. Adeus beldroeguinhas rasteiras, lobrobós e mentruzes. E as vagens ficam longe do solo. Então, tudo bem, e deixemos de ser paranóicos com isto. 

O fato é que o feijão cresceu rápido, se agarrou ao varal de arame com pau de rodo e logo nos deu grandes vagens que pendem em duplas em direção ao chão. E eu colho por minha conta e risco umas quatro ou cinco cada vez que vou lá. Às vezes dou sorte de encontrar ainda uns tomatinhos, alguma pimenta e, pronto, tenho um acompanhamento para o jantar. 

A vagem desta espécie de feijão (Vigna unguiculata, subespécie sesquipedalis), nativa das regiões tropicais da Ásia, é verde como as outras (há também da roxa),  porém um tom mais escuro. E o bom é que é cilíndrica,tenra, sem fiapos. Só precisam estar bem fresquinhas, ainda não inchadas, pois começam a ficar fibrosas com o amadurecimento - como qualquer outra, claro. 

Também pode ser chamada de fava-chicote, feijão-aspargo e chicote. 

Para cozinhar, alguns minutos de vapor, só para amaciar. Para refogar, basta dourar alho picado em azeite, acrescentar a vagem picada, pitada de sal e um pouco de água quente. Quando a vagem estiver cozida, é só juntar uns tomatinhos, esperar dois minutos e nhac! 

Na horta 
Cozidas amarradas no vapor
Refogada no alho e alho com tomatinhos da horta 

5 comentários:

Vera disse...

Ontem vi algumas na horta durante o mutirão e ia perguntar para você o nome, pois achei curiosas, tão compridas e fininhas.

Hoje cá estão elas, com nome científico e dica de como consumir. Obrigada Neide!

Animais rasteiros e voadores estão por toda a parte, nas hortas orgânicas, nos jardins e quintais, públicos ou particulares, nos locais por onde a comida que compramos passa ou fica estocada até chegar até nossas casas. Alguns animais 'limpinhos' como as abelhas, outros nem tanto. Concordo com você, higiene sim. paranoia não.

Vi em um post seu de 2011 de dicas para desinfetar os utensílios de madeira a proporção recomendada para a higienização de alimentos e utensílios:

"O que se usa normalmente em restaurantes é uma solução de hipoclorito com cloro ativo a 1% diluída a 200 ppm (partes por milhão) - 20 ml por litro. A solução é usada para desinfetar verduras, legumes e utensílios. Basta deixar por 15 minutos e enxaguar. Eu usei água sanitária que tem cloro ativo a 2%, então poderia usar a metade do recomendado para 1%, mas mantive a mesma proporção, já que além de desinfetar precisava tirar as manchas de fungo. Se for usar água sanitária, veja o rótulo - tem que ter pelo menos 1% de cloro ativo e não ter outros compostos como perfume, por exemplo."

http://come-se.blogspot.com.br/2011/10/tabuas-de-madeira.html


As vezes uso vinagre sem nenhuma medida exata e continuo vivinha (rs rs). Funciona também? Qual a proporção recomendada para higienizar?

Abraços,

Gilda disse...

Estou absolutamente encantada de ver a maneira que você e os demais participantes da horta estão lidando com a implicância e a perseguição descabida de gente que não tem o que fazer. Você, neste ponto, é como foi minha avó. Plantava, tudo que podia, onde podia. Colhia, se podia. Colhia quem queria. E se alguém, por exemplo, cortava uma árvore que ela havia plantado, ela, triste, perdoava e simplesmente plantava outra.

lili disse...

Se alguém frequentar os galpões da Ceagesp e reparar na "higiene",ninguém come mais frutas e hortaliças.É só lavar bem quando chegar em casa, como você ensinou.

obat herbal asam urat disse...

i like to visit this site... have a nice day :)

Anônimo disse...

Neide compra na liberdade esta vagem vou mudar para perto de ti.rsrsrs,faço mamão papaia a salda com esta vagem adoro.(Diulza)