quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Oficina com merendeiras, parte 2. Hortaliças, frutas e temperos do Sertão

Temperos do Sertão. Ou tudo que encontrei fácil por aqui 
Dando continuidade ao post de ontem, sobre a oficina com as merendeiras, relato um pouco da oficina de hoje. Falamos de vegetais da agricultura familiar e formas de usá-los. No macarrão com sardinha, por exemplo, um clássico da merenda escolar que costuma ser servido sem molho,  introduzimos folhas de bredo (amaranto), que só alguns reconhecem como alimento, e mais nas brincadeiras de casinha e nas épocas remotas de necessidade. E falamos sobre técnica de cozinhar macarrão. Nas escolas, o macarrão costuma ser cozido em grandes quantidade, geralmente em panelas pequenas, com pouca água. O resultado é um macarrão embolado, como dizem as merendeiras. Pra completar o estrago, a massa cozida é passada por água fria pra tirar o excesso de goma. Elas aprenderam também a fazer quiabo sem baba, berinjela com especiarias, suco de manga verde com capim santo (gostaram tanto que não sobrou nem pra degustação)  e outros, misturando ervas. 

Aliás, a oficina de ervas aromáticas e outros temperos foi interessante, pois quando falei de amburana (fizemos mingau gelado e arroz doce com amburana), ressaltei que chefs famosos como Rodrigo Oliveira, do Restaurante Mocotó, usavam. Como percebi que ninguém conhecia o Rodrigo, apelei para outro ainda mais famoso. As respostas foram engraçadas. Alex o que? Alezatala?, conheço não? Quem é esse? Oxe, aqui não tem disso não. Que coisa é essa? 

Como diz Jussara (coordenadora do projeto da Coopercuc em parceria com o Programa Semear), aqui em Uauá, Neide Rigo é mais famosa que Alex Atala (ele que não nos ouça - se bem que poderia achar divertido também). 

Iolanda me trouxe fuba (ou fubá mesmo, como dizem aqui)
No final, ainda ganhei de presente da merendeira Iolanda um pote de fuba, que ela mesma preparou torrando o milho e socando no pilão. e ganhei muitos abraços, deus te abençoe e fique com deus. É sempre muito gratificante a troca de experiências com estas mulheres, que mais me ensinam que eu a elas.  Algumas fotos:, 




9 comentários:

Anônimo disse...

Neide
Porque ninguém, por essas bandas, gosta da baba do quiabo?
Eu gosto da espessura que confere ao molho.
Ah, e cá em casa, a Neide também é mais conhecida do que esse Alex Atala...
Beijinhos
Manuela Soares

juju gago disse...

Ah que coisa linda!!

e eu também sou mais Neide Rigo que tudo esses ôtro aí!

Ju

Uakari disse...

Parabéns por esse trabalho bonito com as merendeiras!

Juliana Valentini disse...

Neide, que bonito você aí mudando o mundo. Essas crianças, quando crescerem, certamente lembrarão com saudades da comida da escola.
E será que não dá pras merendeiras ensinarem as mães, e até mesmo as próprias crianças o que aprenderam aí com você?
Seria incrível, hein?
Beijo com orgulho de ter você como amiga!
Ju.

Roseli Righetti disse...

Neide,
Que trabalho maravilhoso!

E eu concordo com elas: sou mais Neide Rigo!rssss

Anônimo disse...

Certo Neide com as crianças não se perde pelo tempo,e podem fazer em sua casas que é importante,mais ainda ter uma fessora como tu melhor não ha.(Diulza)

Anônimo disse...

É tão rico a sua troca com todos nós. Sai andando pelas cidades,daqui, dali, ensinando, trocando, aprendendo jeitos de fazer o come-se de cada dia.
Por aqui, vou apurando meu olhar meu paladar, enfim meu ...Nhac!!
Obrigadão
bjo ana

Osmar Mosca Diz disse...

Oi Neide, tudo bem?
Fiquei curioso pra saber como se prepara este suco de manga verde com capim santo. É bom mesmo?
Parabéns pelo seu trabalho.
A benção do povo simples é preciosa!
Um abraço, Osmar.

Neide Rigo disse...

Manuela,
vou fazer de conta que acredito rss.

Ju e Uakari, obrigada!

Juliana, vamos torcer pra isto, né?

Roseli e Diulza, obrigada pela força!

Ana, quem mais sai ganhando sou eu mesma.

Osmar, é simples assim: http://come-se.blogspot.com.br/2011/11/suco-de-manga-verde-com-capim-cidreira.html

Um abraço,n