segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Bulbos de trevo ou azedinha

Quem respondeu bulbos de trevo acertou. Estava fácil a charada apenas para quem conhece a planta que nasce à toa nos vasos, jardineiras e em lugares reservados às plantas cultivadas. E especialmente para quem tenta controlar sua população arrancando a planta toda. Às vezes os bulbinhos estão alojadas profundamente e o que se consegue arrancar são apenas os talos frágeis que crescem em direção à luz meio estiolado. Para conseguir controlar, é preciso tirar os bulbilhos que se parecem se multiplicar em progressão geométrica.


O gênero Oxalis agrupa muitas espécies conhecidas popularmente como azedinhas, inteiramente comestíveis. Tem das graúdas e das miúdas, das verdes e das roxas. Crianças parecem nascer sabendo que a planta é comestível e refrescante. Não me lembro de ter aprendido com alguém que podia de vez em quando comer os talos tenros e folhas ácidas dos trevos para refrescar.

Hoje eles estão espalhados por toda a América e são considerados plantas daninhas. Mas há muitos registros de seu consumo (várias espécies) por índios americanos - as  folhas cozidas ou cruas.  Há espécies com bulbos mais desenvolvidos, caso das ocas (Oxalis tuberosa), das quais já falei aqui - já plantei e colhi.

A planta é rica em ácido oxálico (caso também do espinafre, ruibarbo, azedinha etc) e por isto não deve ser comida aos montes. Mas uma folhinha aqui, outra ali, tudo bem. E as flores também, as rosas, amarelas, pinks.  Os bulbos são minúsculos como grãos de ervilha e, mesmo que queira comer uma pratada, só vai conseguir se tiver quem os limpe pra você. Um bom limitante para que não coma muito é sempre colher e limpar seu próprio bulbilho.  São gostosos, lembram batatas em pétalas, pois os bulbos são formados por várias camadas densas que se juntam firmemente. São mais interessantes pela textura que pelo sabor. E o valor nutricional nem deve ser levado em consideração dada a pequena quantidade que vai comer, mas, claro, tem vitaminas e minerais.  


Prefira arrancar as batatinhas (e isto é um ótimo controle populacional) de vasos que você mesmo cultiva e sabe que não colocou na terra nenhuma substância tóxica. Jardineiras abandonadas são pratos cheios para a planta.  Lembre-se que no fim da tarde as folhas se dobram e as flores se fecham. Melhor comer saladas no almoço que no jantar.

Na salada, os bulbos fazem uma graça. Já os comi cru, mas não gostei. E também por causa do ácido oxálico, melhor cozinhar.  Prefiro cozinhar em água e sal e refogar rapidamente em óleo de girassol virgem e orgânico (que tem sabor de alcachofras), completar com mais óleo cru, vinagre, sal e jogar sobre folhas verdes, que podem ser ou não os próprios trevinhos.  E nhac! Ou coloque junto do arroz na hora de cozinhar. Ou afervente e coloque na fritada. Ou invente seu jeito.

6 comentários:

bethlee disse...

nossa, isso foi uma surpresa para mim.

Consegui umas mudinhas de araruta! Vou plantar!

Quando espalhar uns ora-pro-nobis pela Lapa me avise por favor!

Anônimo disse...

Olá Neide
Por favor, qual o nome daquela planta que está junto às azedinhas, com manchas avermelhadas? Eu a tenho e ganhei como sendo "espinafre africano".
Grata
Nedi Ropke

Neide Rigo disse...

Bethlee, logo logo teremos mudas de ora-pro-nobis na horta comunitária Citylapa.

Nedi, é amaranto africano, também conhecido como espinafre africano. Come-se. Ainda vou falar dele.

Um abraço,n

Anderson Porto disse...

Oi Neide!

Sabe se essa "azedinha" tem hormônio feminino? Li tempos atrás que esta planta serviria para reposição hormonal... Sabe dizer se é esta?

Grande abraço!

Alex disse...

Se não me engano,parece uma planta que conheço por crista-de-galo.

Alex disse...

Se não me engano,parece uma planta que conheço por crista-de-galo.