terça-feira, 29 de abril de 2014

Biju, Tapioca, Maxixe

O gatinho, chamado Beiju ou Biju, adora brincar com maxixe

Já Tapioca, a gatinha, não gosta muito, não. Espiou, apalpou e 
Desprezou


Agora a gente nem precisa fazer massa de tapioca em casa, pois há muitas marcas dela pronta por aí. Eu continuo fazendo a minha pois acho a coisa mais fácil do mundo misturar polvilho doce ou goma seca com água. Pra quem tem medo de errar o ponto (cerca de 600 ml de água por quilo de polvilho), é só encharcar o polvilho com água, que ele vai puxar a quantidade de líquido que for preciso para hidratar no ponto certo. Aí, basta enxugar a superfície com um pano (ou com farinha seca), salgar e cozinhar os beijus. É só não ter muita pressa.


Mas, falando em massa pronta, outro dia um leitor baiano disse que vende o polvilho hidratado e salgado, pronto pra fazer tapioca, mas que a vida útil era curta. Logo mofava. Já os produtos de mercado chegam a ter prazo de 4 meses. E mesmo depois de aberto dura um tempão sem mofar. Queria saber porque. Eu mesma já deixei um saquinho desses na geladeira por vários dias esquecido e quando fui ver estava igualzinho, pronto pra usar.


Resolvi ligar para uma marca aleatoriamente. Contei que era nutricionista (verdade) e que um paciente meu era alérgico mortal a qualquer tipo de conservante (mentira). Perguntei se poderia mesmo confiar no produto deles, se não tinha mesmo conservante, se meu paciente não morreria, e a resposta: - é, bem, veja bem... A pessoa que me atendeu disse que fazia antes sem conservante mas que a massa começou a mofar rapidamente e então, para durar mais, passou a usar ácido sórbico e ácido cítrico e que agora dura uma eternidade. O problema é que não está no rótulo (estamos providenciando, disse) e nestes casos eu sinceramente tenho medo do senso de quem despeja conservantes, corantes e outros antes, sem orientação de um engenheiro de alimentos ou profissional capacitado pra dizer a dose correta a ser usada, uma dose que não seja tóxico ao consumidor. É como aquele tucupi de Rio Branco. Eu tenho medo. Então, quando comprar esta tapioca pronta, desconfie sempre e ligue para confirmar.


Ontem sabia que receberia duas amigas em casa na parte da manhã, então na noite anterior já despejei água sobre o polvilho e deixei hidratar bem. De manhã foi só deixar um pano seco por cima para tirar o excesso de umidade. Veja este método aqui com infusão de jabuticaba). Mostro ali também (com coco, na folha de banana). Comemos com manteiga e ainda sobrou massa (dura alguns dias na geladeira, bem tampada - até uns quatro dias).


Sobrou massa, faltou comida no almoço. E almoçar sozinha tem dessas coisas. A gente abre a geladeira e improvisa com o que sobrou do jantar ou de qualquer outra refeição. É muito sem-graça comer sozinho, mas gosto de comer algo que seja fácil de preparar ou esquentar e que ao mesmo tempo seja saudável, pois esta é minha rotina. Como tinha goma molhada, tinha uma sacolada de maxixe do sítio (está tendo muito agora) e ovo de galinha caipira, o que fiz foi juntar as três coisas. Cozinhei o maxixe - inteiro mesmo pode ser, com espinhos que amolecem - com água e sal por meia hora, até ficar maciinho. Fritei um ovo meio esparramado, não totalmente cozido, temperei com sal e pimenta; fiz o beiju de tapioca e recheei. Pensei em usar o maxixe inteiro, mas a tapioca não era grande o suficiente para enrolar sobre ele e resolvi parti-lo ao meio, de comprido. E mesmo que a tapioca fosse grande o bastante, teria que ter um bocão para cada bocada. Foi melhor assim e comi com gosto, supimpa, como um sanduba. Experimente e me diga.

Melhor cortar o maxixe ao meio 


Enrole e nhac










11 comentários:

Solange Bispo dos Santos disse...

Eu adoro como você escreve. Toda vez que leio seus posts me parece estar num mundo de magia.
Maxixe geralmente como cozido com feijão.
O prato que você fez ficou muito bonito.

Quilly disse...

Neide, quase todos os dias abro seu blog para primeiro apreciar vc no meio da fumaça, do mato, cozinhando... amo tudo isto. Depois me delicio com suas informações atuais e passadas. Vc me faz muito bem........ Bjs, bjs, bjs.

Neide Rigo disse...

Obrigada, Solange. Maxixe com feijão é uma delícia. Outro dia fiz também.

Quilly, que bom saber disso. Vou ficar feliz o dia todo.

Um abraço,
n

Rémy disse...

Rémy de Brasília:
Olá Neide,
Também não gosto dessa massa de tapioca pronta. Além dos conversantes sempre tem sal demais. E como você falou, é tão fácil e rápido fazer a massa em casa !

Também estou aterrorizado de ver que essa empresas de alimentos vendem produtos sem escrever todos os ingredientes nos rótulos.

Bjs

Juliana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gabi disse...

A gema do seu ovo está tão linda! Parece queijo cheddar!!! :)

silvia lopes disse...

Lindos, os gatinhos e o beiju!!!!

Anônimo disse...

Neide, depois que descobri aqui como fazer a tapioca a partir do polvilho hidratado nunca mais comprei a industrializada, a tal com conservantes. E dura mesmo!
Agora vendo essa receita com maxixe (que eu amo), me inspirei a fazer do mesmo jeito com jiló (que amo mais ainda). Vou testar!
Beijos, Cris Yumi

antonio disse...

Olá pessoal, exite uma massa pronta para tapioca, chamada TAPIOCANDO a vida, ela é embalada a vácuo, totalmente sem conservante e sal, dura um ano, tem caixinhas com 4 saches individuais, não precisa de geladeira e também uma caixinha de 495 grs, depois de aberta, dura um mês na geladeira sem mofar, esta vale a pena, eu comprei e adorei. abraços

Unknown disse...

Eu comprei a goma pronta na fera pela primeira vez, e quando cheguei em casa vi que ela era muito dura, como fasso pra comer? Eu nao sei nada,

fabio luany disse...

Eu comprei a goma pronta na fera pela primeira vez, e quando cheguei em casa vi que ela era muito dura, como fasso pra comer? Eu nao sei nada,