quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Lambari com tapioca

 A inspiração, claro, foi a ginga com tapioca, da praia da Redinha, no Rio Grande do Norte, onde nunca estive - mas desconfio. 

Gingas são sardinhas jovens que também podem ser substituídas por manjubinhas, como acontece entre os potiguares. O prato surgiu como forma de aproveitar os peixes miúdos que vinham agarrados à rede dos pescadores. Os peixes são fritos no dendê e colocados no meio de um beiju de tapioca em cuja massa vai coco ralado.  Tapioca com peixe frito ou assado vira um almoço fácil. É só juntar uma salada e pronto. 

Comprei em Piracaia uns lambaris congelados. Temperei com sal e pimenta malagueta triturada com alho, passei na farinha de mandioca e fritei no azeite de dendê. Ficaram crocantes, para serem comidos com espinho, cabeça e rabo. Deliciosos. 




A tapioca, fiz do jeito que ninguém erra: é só cobrir com água um tanto de polvilho doce - quanta água quiser, desde que passe em cerca de 3 dedos a superfície. É só deixar a tigela quieta por umas 8 horas para hidratar bem (não testei ainda deixar menos e testar para determinar o tempo mínimo necessário - se fizer, me conte). Faço quando estou com pressa, juntando somente a água necessária para umedecer, mas não fica igual. Já dei receita aqui no Come-se mais de uma vez. Bem, continuando.. Jogue fora a água limpa que fica na superfície e coloque sobre o polvilho molhado um pano de prato seco. Deixe o pano ficar úmido e a superfície, bem enxuta. Tem quem coloque farinha para absorver o excesso de água. Eu costumo deixar o pano durante pelo menos uma hora. Aí, basta retirar pelotas de polvilho úmido e esfregar sobre uma peneira polvilhando um pouco de sal. Se quiser, peneire tudo, cubra para não desidratar e vá fazendo as tapioca às colheradas. 


Prefiro pegar uma pelota, esmigalhar um pouco, juntar um pouco de sal e ir pressionando-a com os dedos sobre a trama da peneira diretamente sobre uma frigideira fora do fogo. Vou rodando a peneira ao mesmo tempo que pressiono o polvilho molhado, para que recubra o fundo da frigideira por igual. Se a frigideira estiver quente, faça isto rapidamente, pois se demorar o polvilho úmido vai caindo e ressecando sem dar tempo de grudar para formar o beiju. Leve ao fogo, deixe cerca de 1 ou 2 minutos e vire. Deixe mais um minuto. Vá colocando as tapiocas prontas dentro de um prato coberto com outro prato para que não ressequem e se mantenham quentinhas. 

Só as duas coisas

Com salada e pimenta por fora


Com salada e pimenta por dentro
Agora é só colocar os peixinhos dentro, juntar uma salada, pimenta e nhac. E até o jantar, dá pra tapear (que o farei hoje no restaurante O Leão Vermelho

7 comentários:

Marta disse...

Aprendi a fazer, comer e gostar de tapioca aqui no teu blog. Outra dica legal, tapioca com peixe frito. Humm....Yum....

Léo disse...

Neide em São João, que honra!

profwar disse...

Nunca tinha visto tapioca com lambari. HUahuahuahua

Unknown disse...

Nossa, me abriu um universo de possibilidades. E o tanto que fica lindo todo esse recheio colorido no alvo disco de tapioca? Neide, obrigado, Rodrigo Isaias.

Fabio Metello disse...

Neide Tudo bem!!

Faço sempre sua receita de tapioca, e deixo hidratando na geladeira,,,é mais rápido com umas 4 horas jpa dá para retirar a água e colacar o pano seco mantendo na geladeira.. o frio faz secar mais ligeiro...
bom é isso ai...nos vemos na terça aqui em Pira né???]
bjs
Fabio

Beto Gallo disse...

Muito Bacana

Anônimo disse...

muito bacana