segunda-feira, 24 de junho de 2013

Inhame-do-norte. Cará. Resposta à charada do post anterior


Quando abri este inhame-da costa (Dioscorea cayennensis -  também chamado de inhame-do-norte), uma dioscoreácea que nada tem a ver com o taro ou inhame-chinês, de outra família, pensei num embutido branco recheado de chouriço temperado com trufas negras, embora não tivesse tido ganas de comê-lo.  Por isto, resolvi colocar na charada de sexta

O recheio, porém, é outro. Não entendo de fisiopatologia vegetal mas parece que é mesmo, como também palpitou a Dicinea, um ataque de podridão verde - que poderia se chamar negra, causada por um fungo. O tubérculo não está barato no mercado, de modo que saí no prejuízo por ter perdido quase dois terços do vegetal.  

Inhame-do-norte ou da costa. E cará ou inhame-são-tomé, à direita
O que sobrou de sadio, cozinhei e estava bom. Ele é bem maior e tem a polpa menos alva que aquele menor, vendido aqui como cará (D. alata) ou inhame são-tomé, no Nordeste.  A polpa é ainda mais macia, lisa, menos granulosa. Mas ambos são gostosos, grudendos, escorregadios, bons para fritadas sem ovos quando ralados crus, como pretendo mostrar  amanhã. Obrigada a todos os que mandaram seus palpites, parabéns aos muitos que acertaram ou chegaram bem perto e, ao comprar cará ou inhame-do-norte, confira as extremidades.
Inhame-do-norte ou inhame-da-costa


2 comentários:

Camila Oriente Batalhone disse...

Humm, adoro cará!
Tenho um blog sobre plantas, quando puder, dá uma espiadinha! Bjos!
http://diariodeumasementeira.blogspot.com.br/

Anônimo disse...

Neide Cara não é diferente do iname não?(Diulza)