quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Maxixada em Salvador

Salvador tem praias lindas, cheiro de algas no ar e muito, muito, trânsito. Mas também tem comidas  caseiras deliciosas como as que sempre se encontram na casa de minha amiga Silvia Lopes (a que fez aquele delicioso vatapá) e na casa de Dona Solange, mãe dela. Hoje saímos do aeroporto e passamos na Barra, na casa de Solange. Da cozinha vinha cheiros bons de bacalhau com batatas  e da panelada de maxixe feitos pela Geo, que trabalha com Dona Solange há mais de 10 anos. Saímos de lá com uma vasilhinha cheia de maxixe para o nosso jantar. 

Foi só esquentar numa frigideira, jogar uns ovos por cima e nhac com arroz. Acabei de falar com Geo (Geralda) e dona Solange, que me passaram a receita tintim por tintim. Uma técnica, que faz muita diferença e foi herdada de dona Diva, vó paterna de Silvia, é passar as rodelas de maxixe por uma fervura para que possam ser espremidas para tirar metade das sementes. Assim você terá uma proporção maior da parte densa e macia da polpa do legume. Já dei aqui um maxixe preparado por outra baiana, Eliana, que trabalha comigo. Naquele, tem toucinho. No de Geo, tem camarão seco, pouquinho, só para dar mais sabor (e como dá!).  Solange diz que o prato é feito a olho por Geo e que o acréscimo de leite de coco e dendê é sugestão dela. No final, pode ou não ter os ovos. 

Maxixada baiana - receita de Geralda Oliveira Silva e Solange Campos Lopes

25 maxixes lavados e superfícies raspadas 
1 colher (sopa) de azeite doce (de oliva) ou óleo
1 cebola grande picadinha 
1/2 pimentão verde picadinho
3 dentes de alho picadinhos
1 colher (sopa) de coentro picado 
Sal e pimenta-do-reino a gosto 
5 camarões secos lavados e picados 
1 colher (sopa) de extrato de tomate
1 colher (sopa) de azeite de dendê 
1/2 xícara de leite de coco 
Ovos 

Corte os maxixes em rodelas e coloque numa panela com água fria que cubra os legumes. Leve ao fogo e deixe ferver por 2 minutos. Escorra, passe por água fria e vá apertando as rodelas para que soltem metade das sementes. Escorra bem, aperte as rodelas para extrair o excesso de líquido. Reserve. 
Coloque numa panela o óleo e leve ao fogo para aquecer. Junte os temperos (cebola, pimentão, alho, coentro, sal e pimenta-do-reino) e refogue até amolecer a cebola. Junte o extrato de tomate, o maxixe e os camarões. Cubra com água quente e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos ou até o legume estar bem macio. Junte o azeite de dendê e o leite de coco.  Prove o sal e corrija, se necessário. Deixe ferver. Se quiser, prepare a maxixada em uma frigideira e jogue ovos por cima. Polvilhe sal, tampe e deixe as claras cozinharem, mas mantendo as gemas moles.  Rende umas 8 porções
 
Hoje, Salvador. Amanhã, pra Uauá vamos nós


5 comentários:

Celina disse...

Hummmm!... Maxixe refogadinho e arroz com feijào tem gosto de comida de mãe!

Patrizia Monti disse...

Oi Neide,
Parabens pelo blog. entro todo dia, adorooo!
Gostaria de saber onde posso comprar aqui na cidade de concreto (São Paulo) o maxixe...
Beijos
Patrizia

Luiz disse...

Pratos maravilhosos pra gente servir aqui na Quinta das Flores!

Cristal disse...

Adorei seu site, receitas maravilhosas, qro ver se final de semana eu faço....

também tenho um blog de receitas, quando tiver um tempinha me faça uma visita


http://artigosenoticiasweb.blogspot.com.br/


abraços e sucessos

Anônimo disse...

Olá Neide,
No semiárido o maxixe era emblemático pq representava o "primeiro verde" que chegava às panelas depois das estiagens anuais ou de períodos de seca. Nascia espontaneamente depois da qualquer chuva e em pouco tempo estava pronto para usos, tais como: cosido no feijão (forma mais comum); refogado de várias
maneiras; em cozidos de carne,
peixe, caças, aves; sopa; caldos;
na maxixada com leite de coco...