segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A serventia de um cavalete de candidato

Enquanto andava pela calçada da praça com a Dendê e pensava nos estragos da seca, nas verduras e temperos que deixei plantados em Piracaia e que certamente padecerão com a falta de umidade, tropeço em algo que quase me levou ao chão.  No meu estreito caminho onde não há espaço para dois  pedestres havia um candidato a vereador em cavelete caído.  Depois de xingar pros ares, eureca, estava ali o fim da agonia para minhas mudas recém plantadas.  Era a salvação da lavoura. De uma bem pequena, convenhamos, mas de grão em grão...  

Catei o cavalete e levei o candidato para casa debaixo do braço, com a sorte de não ser vista por nenhum vizinho, afinal quem acorda no domingo às sete?  Munida de tira-grampos e alicate, foi só arrancar com cuidado o plástico reforçado com fios de nylon, que também tem muitas utilidades,  e substituí-lo por sombrite. Estava aí um sombreiro móvel ideal para proteger mudas na horta, no jardim, sobre vasos, com a vantagem de poder ser mais ou menos fechado, dependendo do tamanho da muda. E de mudar de posição conforme a inclinação do sol.  Claro, mesmo com o plástico, o cavalete serve para muita coisa, mas quem quer ficar olhando para a cara do sujeito. Marcos sugeriu virá-lo ao contrário, com o candidato para a parte interna. Então tá. 

Ananda me ajudou a elencar alguns usos: para secar toalhas no quintal, levar à praia e cobrir só a cabeça quando quer dourar o corpo em partes, cobrir as caixinhas de abelha, servir de abrigo de cachorro, fazer casa de boneca para crianças, etc. Como o trombolho é leve, basta colocar uns sacos de areia nos pés. O plástico pode ser usado para forrar a mesa quando se lida com jardinagem, fazer sacolas,  colocar entre o colchão e o lençol de criança mijona, usar como forro impermeável para toalha de piquenique,  entre tantas outras possibilidades. 

Ontem, coincidentemente,  saiu no Estadão uma matéria sobre a porqueira que estes cavaletes tem sido para a cidade e depois pude ver em vários pontos da cidade cavaletes caídos, chutados, rasgados, talvez pelo adversário, talvez pela militância paga. O fato é que se encontrar de novo outro candidato atrapalhando meu caminho, eu pego pra mim, que lá no sítio vai ter muita serventia. 


20 comentários:

Raquel de Oliveira disse...

Adorei Neide. Boa ideia!

Lilian, a mãe do Gabriel. disse...

Olá Neide,

Só você mesma pra ter essa idéia maravilhosa...
Vou seguir seu exemplo, pois estou mesmo precisando de boas idéias pra acabar com essa porqueira que eles fazem nessa época.
Obrigada por compartilhar a dica!
Paz e muita Luz...
Lilian

Anônimo disse...

Já vou pegar o meu na pracinha perto de casa. Meu cachorro merece uma sombrinha !

bj

Neusa

Mariana Rosa disse...

Ah, Neide! Com três (um aberto em cima, e os outros de aparador), temos uma mesa dobrável multiuso!

Só você para dar destino para essa bobagem de cavaletes absurdos que, pela lei, deviam ser recolhidos diariamente.

Maria de Lourdes Ruiz disse...

Enfim, um fim digno! rsrs Bôôôaaa!!!!

Anônimo disse...

SÓ voçê mesmo pra ter estas ideias, e vai virar modakkkk.(Diu)

Silvana Cordeiro de Lima disse...

Excelentes dicas Neide! Adorei! abraço.

Gilda disse...

Nem que seja em forma de foto, é um modo de por essa turma para trabalhar. O que me dá mais pena é o desperdício de tanta madeira, que precisou de espaço para ser plantada, vai apodrecer em qualquer canto depois de tão mal utilizada e ainda ser chamada de lixo.

clau disse...

Neide... amei esta sua idéia!!!!
Já vi e tb imaginei várias opções para usar estes trambolhos que atopetam as calçadas, mas nenhuma era como esta sua.
Afinal, um candidato deve ser útil para ao menos uma coisa, não é mesmo? rss
Bjs!

Anônimo disse...

Só você mesmo Neide. Você merece um prêmio Nobel de cidadania!
Um beijo,
Daniela

Maria Lucia Campos disse...

Fantástica idéia, eles emporcalham a gente faz disso reciclagem. Um abraço.

Anônimo disse...

Neide, que ideia genial. Ainda bem que na minha cidade não tem esses cavaletes, mas se um dia aparecerem, já sei o que fazer com eles. Ah! concordo com a Daniela, vc deveria ganhar um prêmio Nobel de Cidadania! Abç
Izabel

Neide Rigo disse...

Oi, Neide:
Não estou conseguindo colocar comentário, pois aquelas letrinhas dizem que não estou copiando-as de forma correta !
Só que estou tentando inúmeras vezes !!!
E em outro blog aconteceu o mesmo.
Segue o comentário:
Menina, que idéia genial !!!
Na minha pequena cidade fica difícil pegar os cavaletes agora, mas quando estiver terminando a eleição eu vou procurar por eles !
Em tempos passados, após uma eleição, ganhei uma grande quantidade de cartazes em papelão grosso, que usei de várias formas interessantes.
Reciclar sempre !
Beijo, Flora Maria

silvia lopes disse...

Adorei! Se encontrar um desses aqui vou pegar, vai ser útil no ateliê.

Patricia Lieko disse...

Neide Rigo,
quando acabar as eleições e os cavaletes sumirem da paisagem, use folhas de coqueiro (qualquer coqueiro)como sombrite. Quando a folha apodrecer, ainda servirá de resto orgânico para a planta; que a esta altura, estará pronta para vivenciar o sol em sua plenitude.
É só uma idéia.

Neide Rigo disse...

Pois é, eles têm muita serventia.
Patrícia, sem falar que as folhas de palmeira são muito mais bonitas para a paisagem, né?
Um abraço,
N

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André Coelho disse...

Neide, já disse que você é genial?

Não sou militante nem me pagam pra depredar cavaletes, mas desde que descobri que custam mais de R$ 40, tenho o prazer de rasgar o plástico, quebrar as pernas e jogar no lixo.

Agora, incitado por você, vou pensar num uso pra eles.

Abração!

Gilda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gilda disse...

Olá Neide
Aproveitamos tua ideia das placas de candidato para abrigarmos uma cadela com três filhotes que foram
abandonados que vão para a adoção.
Era uma placa grande e ficou bem confortável. Assim, já estamos fazendo os políticos trabalharem pelos sem teto..rrsrs