quarta-feira, 30 de maio de 2012

Jardim Botânico de São Paulo, o livro

Há dois tipos de visitas que devemos fazer quando conhecemos um lugar, segundo meu particular ponto de vista, a fim de reunir em pouco tempo um número grande de  informações a respeito da flora  e da fauna que ali habita, incluindo as gentes.  A partir daí, deduz-se muita coisa.  O Jardim Botânico e o Mercado.  Ou o horto, a praça mais verde da cidade e o supermercado, que sejam... 


Ir pra Paris e não conhecer o Jardin des Plantes é como vir a São Paulo e não conhecer o Mercado Municipal.  Mas fico triste quando sei que tantos paulistas conhecem o Kew Gardens ou o Jardin des Plantes, mas nunca pisaram no nosso Jardim Botânico ou no Horto Florestal. Mesmo o leitor do Come-se que está agora se perguntando: e o que isto tem que ver com comida?, vai encontrar num jardim botânico assuntos de seu interesse. Foi, por exemplo, no Jardim Botânico de Turim que conheci um pé de zimbro frutificando. No do Rio de Janeiro, conheci a árvore que nos dá o cravo especiaria - no chão abaixo da árvore colhi dentes de cravo ainda frescos e vermelhos com que fiz um chá de linda cor. Foi lá também que conheci a palmeira de sagu. No horto de Curitiba vi as frutas maduras de umê e pude provar as que não viraram umeboshi. E no Jardim Botânico de São Paulo vi uma coleção de mirtáceas, todas juntas, num só bosque. Araçás, goiabas, uvaias, grumixamas. Sem contar que é um lugar de paz, gostoso para fazer piqueniques ou simplesmente observar patinhos na lagoa e caminhar pelas alamedas.  


Para minha felicidade, acabei de ganhar o livro sobre o Jardim Botânico, com fotos de Juan Esteves e texto de Maria Guimarães, da Editora Terceiro Nome.  Em suas páginas você vai descobrir o que tem a ver os Jardins Botânicos com as espécies comestíveis exóticas e nativas presentes em nossa mesa, vai acompanhar através de fotos históricas toda a construção do parque, desde a terraplanagem para as estufas até o Jardim de Lineo feito à moda do Jardim de Uppsala, na Suécia, contra a vontade do mentor do parque, o descendente de alemão Frederico Carlos Hoehne, que queria ver ali a reprodução de um ambiente que tivesse mais a nossa cara tropical.  E as fotos atuais mostram uma paisagem deslumbrante que não faz feio aos jardins botânicos estrangeiros. O lugar é lindo e conserva um grande pedaço de mata atlântica - a nascente de um dos córregos que ajuda a formar o riacho do Ipiranga, está abrigada dali. Além disso, funciona no local um importante centro de pesquisa botânica - e eu confesso, morro de inveja dos pesquisadores que trabalham ali apreciando ninfeias. 


Então, recomendo as duas coisas: uma visita ao Jardim e a compra do livro, que é imperdível  - daqueles que são lançados apenas uma vez porque os interessados pioneiros parecem ser em número exato para esgotar a primeira tiragem, e depois os descobridores vão surgindo aos poucos e esparçadamente, em número insuficiente para justificar uma segunda edição.  Por isto, aproveite enquanto é tempo.  Algumas imagens: 




 



Para comprar o livro, entre no site da Editora: http://www.terceironome.com.br/jardimbotanico.html#
E, para visitar o Jardim Botânico, se oriente aqui:  http://www.ibot.sp.gov.br/jardim/index.php


7 comentários:

SallyBR disse...

Amei esse seu artigo, e ja' mandei o link para minha familia e amigos que estao la' por Sampa

vpaulics disse...

quando eu morava praquelas bandas, nossos piqueniques perto de casa eram lá.
fiz os pãezinhos de piquenique hoje. muito pique, mas sem piquenique...
beijos. v.

clau disse...

Oi Neide!
Antes de tudo me desculpo por estar sumida, mas parece que aqui em São Paulo o tempo voa e a gente se perde sem conseguir fazer quase que nada!

Bem... Isto que vc escreveu neste post é muito pertinente. Pq é verdade que temos mais disposição em conhecer em outros lugares o que, por vzs, temos melhor por aqui. Infelizmente.
Bjs!

Rz disse...

Bola dentro, Neide!
Detesto zoológicos, mas aprecio Mercados e Jardins botânicos.
Aqui na Belém do Grande Norte, temos pelo menos um monumental mercado (O Veropa!) e 2 mais óbvios jotabês: o Goeldi e o Rodrigues Alves. Pena que estejam tão abandonados, nem tanto pelo público, mas por seus adminstradores. Soube que de uma das vezes que cá veio, Raduan Nassar fez questão de visitar o Rodrigues Alves. Carinha de extremo bom gosto!

Neide Rigo disse...

Sally, obrigada!

Veronika, eu já fiz piqueniques lá também. Bem longe de casa, mas chegando lá até parece perto, de tão gostoso. Espero que os pãezinhos tenham ficado bons.

Clau, você está por aqui?

Rz, sempre que vou a Belém eu visito o Goeldi. O Rodrigues Alves é lindo!

Um abraço, N

Gina disse...

É bem isso, Neide! Minhas visitas principais numa cidade são o mercado e o jardim botânico. Assim tenho feito nas viagens, aqui e fora do país.
Não é à toa que nos encontramos no JB e no Mercado Municipal...rs!
Boa semana.

Anônimo disse...

Foi no botanico de sao paulo que me deliciei ao conhecer a arvore Guamirim, que eu tinha comprado um mel da mesma planta em SC!
É um mel delicioso c gosto de especiaria a Indiana!
Fabiano Luis Brasil