sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pingando para viagem


























Para dar autonomia aquática àquelas mudinhas que não podem secar na minha ausência, já tentei várias gambiarras. Acho que agora achei a definitiva. Estou naquela fase de querer plantar de tudo em Piracaia e não paro de pensar numa sistema econômico de irrigação que garanta umidade constante ao menos para os brotos de plantas mais raras como o jacatupé, por exemplo, do qual só me restaram duas sementes.  Já tinha visto irrigadores assim, pregados em varetas de bambu, mas ainda não tinha testado. Ontem, andando pela minha rua, vi numa calçada não só a garrafa de plástico necessária mas também um guarda-chuva quebrado. Pronto, pensei, até que enfim encontrei uma utilidade para este meu pensamento obsessivo de fotografar guarda-chuvas descartáveis deformados e largados depois da primeira trovoada. Digo utilidade para o meu pensamento porque ele me pôs atenta, afinal muita gente já tem reaproveitado os tais para bolsas e toalhas com o nylon e outras bugigangas com os ferrinhos. Meu pai, que está aqui e desmontou o guarda-chuva para mim, contou que minha avó usava os panos de guarda-chuvas para fazer sainhas evasês para meninas mais pobres que ela (devia ficar uma maravilha!).  É claro que nenhum reuso justifica tanto lixo, pois mais importante que reciclar é reduzir o consumo -  a reciclagem também tem um custo ambiental alto. Mas a partir de agora vou usar estes cabos achados por aí para fazer suportes para pingadeiras ou tutores para algumas plantas.  Este cabo que encontrei era leve, de alumínio, fácil de furar para passar o fio que segura a garrafa. Fiz furinhos na parte de cima da garrafa para fazer pingar a água, mas não precisa, porque fiz furo no meio para passar um cordão, como você pode ver na foto  (tampei os furos desnecessários com uns pedacinhos de cera de abelha).  O que entra de ar pelo furo do barbante já é suficiente para empurrar a água. Na tampa, também um pequeno furo. Todos eles foram feitos com um ferrinho pontiagudo quente. O tamanho do furo vai determinar a velocidade do pinga pinga. Por isto, faça primeiro um furo bem pequeno. Aumente, se for preciso. Deixe a planta na sombra de uma boa luz, espete o cabo de guarda-chuva na terra e boa viagem! 


15 comentários:

Gisavasfi disse...

Amei as dicas com o guarda-chuva. As da garrafa pet eu já conhecia. Fiz um teste há alguns anos aqui em casa, para saber qual era mais eficiente e qual levava mais tempo hidratando as plantas. Gostei mais da garrafa com o gargalo enterrado no vaso de plantas.
Minha filha é da turma que faz sacolas de compras com o pano de guarda-chuva e já tentou fazer uma casinha para o cachorrinho dela, mas não se entendeu com as varetas, que queria transformar em estrutura, rsrsrsrs.
Bjs.

{Cozinha deK} disse...

Adorei a ideia do guarda chuva, mas fiquei pensando: se der um vento forte, será que o peso da garrafa cheia não entortará o cabo do guarda chuva e derrubará a garrafa?

Abraços,

Fernanda.

Cristiane Iannacconi disse...

Maravilhosa postagem!!!
acompanho seu blog e amei essa dica!
tudo de bom!!!

Isis disse...

Nossa, aqui em Santos quando chove e venta muito, ficam vários guarda-chuvas jogados pelas ruas, tem até algumas pessoas que passam de bike e pegam pra arrumar, acho. Uma outra utilidade para o nylon do guarda-chuva é fazer fuxicos, aprendi com uma senhora que acompanhei na aula de Trabalho em Saúde aqui na faculdade!
A ideia do pinga-pinga é sensacional!
Bjs

Nana Marques disse...

Toda vez que visito o Come-se sei que alguma coisa vai quebrar paradigmas importantes na minha cabeca. Amei o pingando pra viagem.
Beijos pra Neide Rigo.

Lúcia Guerra disse...

Neide adorei a idéia! e concordo plenamente quanto a identificação do amor por fotografar guarda-chuva. Rsrsrsrsr

saboracasa disse...

tão simples - como ainda não me tinha lembrado! Boa!
bom fim de semana
Paula

Domingos disse...

Excelente artigo. Vou testar em minha hortazinha.
Com o pano do guarda chuva é possível fazer um montão de coisas, nós encadernavamos livros antigos com eles, ficava muito bonito.
Forte abraço

clau disse...

Reciclando vemos que nao damos conta da imensa quantidade de lixo que produzimos todos os dias. Praticamente tudo pode ter uma segunda utilização mas, como vc mm diz,na base, tem o problema deste consumismo desenfreado em que estamos submersos até o pescoço.
Enfim...
Tb crio gambiarras para não fazer sofrer minhas plantas qdo viajo, de garrafas pets à marido, como fiz, agora que acabei de voltar de uma viagem à Europa. rss rss
Bjs!

Maysa disse...

Seu blog [e o conteúdo principalmente] é lindo! Parabéns!

Neide Rigo disse...

Gisa,
eu já testei esta técnica de enfiar a garrafa na terra, mas a garrafa fica murcha e imprestável para ser reutilizada, não?

Fernanda, se o cabo estiver bem enfiado na terra, acho que resiste bem.

Cris, obrigada!

Domingos, boa ideia, encapar os livros!

Claudia, bom saber!

Maysa, obrigada!

Um abraço, N


Isis, isto acontece em Santos e em todo o mundo. Quanto aos fuxicos, devem ficar bons se se transformarem em sacolas também.

Nana, fico feliz com o elogio. Obrigada!

Lúcia, bem, você já me viu em ação...

Débora disse...

Olha só que ideia legal para aproveitaemento do resto do guarda chuva:
http://www.dcoracao.com/2011/11/almofadas-pra-area-externa.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+Decoeuracao+%28dcora%C3%A7%C3%A3o%29
Bjs

angela disse...

MacGriver da minha vida!! Lembra que no fim do mundo quero ficar no mesmo bunker que voc~ê!!!! Bárbaro!!

Marcia H disse...

Neide,
um amigo q trabalhava com água em Burkina Faso me deu a dica de enterrar a tampa furada da garrafa direto na terra. Nao sei se funcionaria para as mudinhas rsrs

Vc sabe me dizer pq as pessoas dizem q só pode comer 2 castanhas do Pará por dia?

Neide Rigo disse...

Marcia,
eu já fiz isso, de enterrar direto a boca da garrafa de pet na terra, mesmo sem tampa - a água vai sendo absorvida aos poucos, mas a garrafa fica meio "chupada" com a pressão. Não dá pra usar muitas vezes. De qualquer forma, dá certo, sim.

Quanto à castanha, é que tem muito selênio, que pode ser tóxico.

Um abraço, n