sexta-feira, 10 de junho de 2011

Castanha-do-pará

Cada barraca tem um instrumento personalizado,  geralmente algo de
madeira para não deixar a castanha escorregar e suportar a facada

Para os americanos é brazil nut, para nós, castanha-do-pará. Já teve leitor raivoso que reivindicou aqui o nome castanha-do-brasil, porque não é só no Pará que tem. Outros enfurecidos dizem que é castanha-da-amazônia, pois é produzida na floresta amazônica, não só no Brasil.  Depois disso tudo e enquanto o nome perdurar nos dicionários, resolvi voltar ao termo que todo brasileiro conhece, castanha-do-pará,  com o significante já destituído do significado.

O fato é que ela está presente em profusão no Pará. No mercado Ver-o-Peso, em Belém, há uma parte grande dedicada a ela. Tem da fresca, tirada na hora, leitosa, crocante, que vicia. E tem da seca - cozida inteira, descascada e seca no forno, num processo mais industrial. Estas são crocantes, gostosas, mas pode-se encontrar algumas mais rançosas. São estas que chegam a São Paulo e outras cidades do país, pois são menos perecíveis. Mas ainda assim tem que ser consumidas novas pois perdem o frescor rapidamente.  Já as frescas não resistem fora da geladeira e devem ser consumidas em um ou dois dias. São ótimas para se extrair o leite, mas são também mais caras. Se não me engano, custam entre 15 e 20 reais o litro (a medida oficial no Ver-o-Peso).  Achou caro? Você não sabe o trabalho que dá descascar na faca uma a uma. Eu sei.   Tentei fazer o trabalho e, pelo meu ritmo, não conseguiria encher uma xícara depois de um dia de trabalho árduo e perigoso.

Bem que tentei! Foto: Filipe Miguez 

8 comentários:

angela disse...

Combinado. Pago 15 reais pra qualquerum descascar !! Como sempre, duas por dia, dizem que é bom pra várias coisas, eu que acredito em tudo, como. Aqui é tão mais caro, mas tão mais caro que estou achando de graça!

Lina disse...

Olá, Neide, como eu adoro estas castanhas!Só há pouco tempo comecei a vê-las cá em Portugal e chamam-nas castanha-do-Brasil.
Beijinhos

Fatima Guimaraes disse...

Oi Neide
Vim te contar que plantei o alecrim como foi ensinado aqui...fiz uma pequena estufa com garrafa Pet e ele está lindinho...cheio de folhas e galhos novos.
Amo castanha do pará e aqui também é mais barato..srsrs..
Vou fazer essa receita de mingau, nunca coloquei a folha de limão, deve ficar ótimo.
Adoro seu Blogue...parabéns!!
beijos

Anônimo disse...

Ta muito barato de vez enquando compro com casca que e mais barato mais , da um trabalhooooo nao tem ferramenta que de jeito vai mais rapido quebra-las na porta , e isso mesmo fecha a porta nelas ai elas quebram mas, a porta tambem da uma estragadinha basica na pintura beijos tava com saudades Denise

simone disse...

oi neide, tudo bem?
te mandei um email enquanto esteve fora. dá uma olhadinha em sua caixa.
abraços,

simonewicca@pompeia.sescsp.org.br

roza andrade disse...

CASTANHAS A PREÇOS SUPER BAIXOS….NOVIDADE. CASTANHA DO BARU.

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-511044273-castanhas-de-baru-fruto-do-cerrado-nuts-baru-from-brasil-_JM

thiago ximenes disse...

Gostaria de arrumar um fornecedor ai em belém de castanha do pará. Se alguem tiver interesse me manda um email ou me telefona . 083-99681-6751 tim, email. txthiago@hotmail.com

Anônimo disse...

Também amo esta castanha, mas tenho ouvido dizer que não é adequado esse nosso hábito de comê-las cruas, e que o certo também pra outras castanhas é deixar de molho algumas horas para então tostar em forno baixíssimo...você que já andou com tantas tribos diferentes, sabe dizer como eram consumidas na natureza?
Muito obrigada desde já!!!
Michele