quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Churrasco na laje

Uma vista boa e uma videira despontando na casa do vizinho
Para quem não sabe, São Paulo é famosa pelo churrasco farto, especialmente de rodizio. É o que todo estrangeiro quer conhecer quando chega por aqui. Além da caipirinha, claro. Mas há outro tipo de churrasco praticado em maior escala de que pouca gente fala. É o churrasco na laje, intimamente associado ao aspecto arquitetônico de bairros residenciais mais adensados.
Coisa de São Paulo e Rio, talvez (outras capitais?), já que laje é a parte social das casas, geralmente improvisada, com a dupla função de servir de cobertura no sentido literal de proteger e ao mesmo tempo, enquanto não recebe o andar de cima que um dia há de vir, servir de cobertura no melhor sentido do lazer. É o lugar da casa onde cabem todos os amigos, onde se abriga uma churrasqueira e de onde se costuma ter uma vista privilegiada, seja para o mar no caso do Rio, seja para o próprio bairro iluminado no caso de São Paulo. E para ser um verdadeiro churrasco na laje o ideal é que a topografia do bairro seja em relevos. Quanto mais morro, mais bonita é a vista, acima ou abaixo de você.
Muita carne preparada pelo amigo mais talentoso da casa é outra condição. Sem falar na cerveja bem gelada, muita salada, mandioca cozida, pão, farofa e vinagrete apimentado. E não pode faltar, é lógico, um pagode, de preferência com som ao vivo dos pagodeiros da vizinhança que fazem qualquer mau-humorado a arriscar uns passinhos. Mas, devo lembrar, mau-humorados não vão a churrascos na laje, certo?
Pois no sábado, tive o privilégio de participar de um destes churrascos no bairro da Casa Verde, organizado pelo Ivo e pela Mara, do restaurante Tordesilhas. A laje do Ivo é uma grande varanda que foi coberta, e as laterais receberam lonas para cortar um pouco o frio úmido que queria participar da festa à força. Mas o que esquentou mesmo foram a caipirinha, a cerveja, a carne macia, o legumes grelhados, a quentura da churrasqueira e principalmente o calor humano de muitos amigos. A carne foi saindo aos poucos, sempre quentinha e suculenta, acompanhada de legumes grelhados como jilós, cebolas, fatias de berinjela ou de abobrinha brasileira. Uma delícia que eu quero sempre!


5 comentários:

Joice Santini disse...

Como é bom ter amigos.

Anônimo disse...

oI Neide. Reunir os amigos na laje tbém é uma constante aqui nas Gerais, onde a maioria das casas possuem. Os legumes ficaram maravilosos na foto. É sempre muito bom lhe visitar. Um grande beijo mineiro em seu imenso coração. Eliana Berto (elianaberto@gmail.com)

Marcia H disse...

Neide,
o que é abobrinha brasileira?

Churrasco é tudibom, nao importa aonde.

bj

Estacion México disse...

neide gostaria de le pedir un favor,se puder me achudar o nome em potugues ou no brasil da planta mexicana chamada "acuyo" ass.enrique calderon.

Neide Rigo disse...

Enrique,
Acuyo ou hoja santa é muito parecida com a nossa capeba, também uma piperácea. Mas não sei se é a mesma coisa. Um abraço, N