terça-feira, 26 de maio de 2009

Jurubeba. Em conserva. Arroz de cúrcuma e camarão com jurubeba

Foi deste pé que as jurubebas acima vieram
Por causa da aula de amargos, tenho pesquisado mais sobre a jurubeba, aquele frutinho de Solanácea amarga de doer, mas gostosa idem. Não é o tipo de alimento que dá para comer como chuchu, uma pratada. Não. É pra comer como pimenta, como tempero. E também não precisamos comer com a amargura que Deus lhe deu. É possível amansá-la e deixar apenas o amargo necessário para equilibrar um vida de doçura.
Bem, a jurubeba que uso é de um arbusto que tem aqui perto, na calçada de uma casa que está em reforma. O empreiteiro já me autorizou a colher toda a carga pois no dia 15 de junho, no máximo, o pé será eliminado para dar lugar a uma garagem (malditos carros!). Imagino que a espécie em questão seja a Solanum paniculatum, de folhas largas, desagradáveis ao tato com galhos espinhentos, florezinhas brancas. Mas, como estas, há várias outras espécies parecidas também chamadas de jurubebas e usadas como tal.
As tailandesas, S. torvum, em conserva


De um livro de culinária tailandesa. Berinjela-ervilha é uma tradução bem distante. Parenta da berinjela, não tem nada a ver com a ervilha, a não ser a cor e o formato
Tailandesas
: nunca comi as bolinhas amargas tailandesas, usadas em curries, mas imagino que tenham sabor parecido com as nossas. Mesmo porque o nome da espécie mais usada no Sudeste Asiático é a Solanum torvum, que também temos aqui e é um dos vários tipos que recebem o nome de jurubeba. Aliás, todas estas espécies podem ser chamadas de jurubeba e são usadas como tal: S. torvum, S. paniculatum Willd., S. angustifolium Lam., S. asperolanatum Ruiz & Pav., S. cuneifolium Dun., S. diphyllum L., S. fastigiatum Willd., S. ficifolium Ortega., S. glaucum Dun., S. robustum Wendl. e S. variabile Mart. E deve ter mais. Em inglês, estas frutinhas são chamadas de Green-fruited pea eggplant, pea aubergine, thai pea eggplant, thai cultivated nightshade, devil's fig, water nightshade, gully bean ou susumber (na Jamaica), turkeyberry ou plate brush. E, em thai, algo como makhua phuang, makhua phuong, ma khwaeng.
A espécie mais comum no Brasil, pelo menos todos os trabalhos com jurubeba se reportam a ela, é a Solanum paniculatum, nativa do Brasil e das Guianas e conhecida por nomes como jurubeba, jurubeba-verdadeira, jupeba, juribeba, jurupeba, gerobeba e joá-manso.
Na Farmacopeia Brasileira é registrada como remédio contra anemia e para desordens hepáticas e digestivas. Sabe-se que os princípios amargos estimulam as secreções gástricas e biliares facilitando a digestão e por isto, muitas vezes, jurubebas são tidas como remédio. Mas há quem não a dispense junto com um prato de arroz e feijão. Entre os componentes ativos destacam-se saponinas, glicosídeos e alcalóides (a solanina pode ser encontrada em várias espécies do gênero Solanum, inclusive na batata, especialmente quando está esverdeada ou brotando). Como parece que não temos cultivo de espécies selecionadas, o ideal é não cair de boca numa conserva de jurubebas que podem conter alto teor de alcalóides que, dependendo da dose, podem ser tóxicos. É boa, é gostosa, mas com moderação. O melhor mesmo é fazer a conserva e ir usando aos poucos. Foi o que fiz.
Para a aula talvez apresente uma pastinha de kefir drenado (ou coalhada seca) com jurubebas maceradas, que ficou muito boa com uma base de kinkan. Há várias receitas de curries tailandeses feitos com elas, mas ainda não fiz. Já o arroz temperado com cúrcuma feito com as bolinhas e camarões ficou muito bom. Com o amargo da jurubeba e da cúrcuma aromática contrastando com o adocicado do camarão. Todos enaltecidos pela mansidão macia do arroz. Sem falar no verde e formato das bolinhas que decoram.
Vamos primeiro à conserva que temperei à minha moda. Você só precisa achar um pé delas. Ou compre as conservas prontas em mercados municipais de algumas cidades do interior, como de Piracicaba. Já achei para comprar num vendedor ambulante na porta do mercado da Lapa, mas não comprei porque o moço era mal-educado (uma moça perguntou para que servia e como se preparava jurubebas e ele respondeu que só faltava esta agora, além de vender, tinha que ensinar também a cozinhar - tomei as dores e praguejei).

Conserva de jurubebas

1 xícara de jurubebas bem verdinhas
Sal para escaldar
1 xícara de vinagre de vinho branco
1/3 de xícara de água
1 colher (sopa) de açúcar
½ colher (sopa) de sal
1 colher (chá) de sementes de coentro
3 cravos
1 dente de alho cortado em fatias
2 pimentas malaguetas ou 1 dedo-de-moça cortada em rodelas

Coloque para ferver uma chaleira com bastante água. Lave bem as jurubebas, cubra com água fria e leve ao fogo com 1 colher (chá) de sal. Quando ferver, escorra, coloque mais água quente (da chaleira) com sal e repita o operação. Faça isto de 5 a 7 vezes para que as bolinhas fiquem com um amargo gostoso. No final, acrescente todos os outros ingredientes e deixe ferver. Coloque ainda quente em vidro de conserva de meio litro aferventado e também ainda quente. Feche bem e deixe na geladeira. Espere curtir por pelo menos uma semana.
Rende: 1 vidro de meio litro
Vendidas no Revelando São Paulo. Clique e Amplie para ver o telefone
Não apareceu na foto, mas aqui, nesta banca do Mercado Municipal de Piracicaba, também tem conserva de jurubeba
Arroz de camarão com cúrcuma e jurubeba
200 g de camarões frescos com casca (sem cabeça)
1/3 de colher (chá) de sal (para temperar o camarão)
Filetes de uma pimenta dedo-de-moça
Meia cebola picada finamente
1 colher (sopa) de azeite
1 xícara de arroz branco cateto
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de cúrcuma (açafrão-da-terra ou da-índia) em pó
2 colheres (sopa) de jurubeba em conserva escorrida
2 xícaras de água quente
Tempere os camarões com o sal e a pimenta dedo-de-moça. Reserve.
Numa panela, refogue a cebola no azeite, só para murchar. Junte o arroz, o sal, a cúrcuma e a jurubeba e refogue, mexendo, por 1 minuto. Despeje água quente e espere ferver. Abaixe o fogo, tampe a panela e cozinhe por 5 minutos. Espalhe por cima os camarões com as pimentas, tampe e deixe cozinhar até toda a água secar (cerca de 10 minutos). Se quiser, junte cheiro-verde por cima (eu não quis). Ou umas tirinhas de pimenta para alegrar.
Rende: 4 porções de arroz cremoso
Nota
: o arroz não é contagiado pelo amargor da jurubeba, de modo que quem não gosta é só deixar de lado.

Jurubeba Leão do Norte: começou como remédio, vendido em farmácia, mas hoje o vinho temperado com ervas e jurubeba pode ser encontrado em supermercados e bares populares. Nunca provei, mas hei-de. Ao entrar no site da empresa, que parece tão bem cuidada, deu vontade. Vão pedir sua data de nascimento só pra conferir se não é menor de idade. Pode confiar. http://www.leaodonorte.com.br/index1.php

55 comentários:

Marco disse...

Oi Neide,

toda vez que deixo um comentário aqui é sempre porque me lembro de algo da infância passada em Ituaçu, na Chapada Diamantina.

Minha tia-avó tomava jurubeba - segundo diziam, por indicação médica - para evitar a lambança de uma casa com milhões de parentes e agregados, ela escrevia num rótulod e folha de caderno e sobrepunha à garrafa: este remédio é para uso exlusivo do tratamento da doença de Wanda Alves Rocha.

De modos que, com tal advertência, nunca me atrevi a roubar uma talagada.

Vou à sua aula de amargos, amaros, amríssimos no Paladar.

Abraços do fã.

Neide Rigo disse...

Oi, Marco,
me conte sempre destas lembranças. Adorei esta da doença da Wanda.
Por favor, na aula se apresente. Vou adorar te conhecer.
Um abraço,
N

Heguiberto disse...

oi Neide,
reminiscência gastronômica....rs
isto era outra coisa que meus pais serviam no feijão...
algumas bolinhas de jurubeba, alho fresco, sal e pimenta do reino esmagados no prato seguido por umas 2 conchas de feijão quente e rosado recém saído da panela de pressão e regado liberalmente com azeite de oliva....trem bão!

Heguiberto

Navegantes Restaurante disse...

Oi Neide,
Estou sempre aqui visitando seu blog
e fiquei fã, quando você estiver em Piracicaba gostaria que você viesse ao meu Restaurante.
Abraços
Sanny.

clau disse...

Ciao Neide!
Este seu post,tao rico em informaçoes, terminou por me tocar em um meu ponto fraco.
Pq me deu uma dor no coraçao saber que vao sacrificar mais uma arvore da cidade, em detrimento deste exagero de entrada para carros.
As arvores, todas, sempre tem uma utilidade, assim como esta pobrezinha desta jurubeba...
Mas os critérios humanos sempre fazem ao menos das outras formas de vida que dividem o planeta conosco.
Tomara que a sua sementinha vingue!!!
Bjs!

Neide Rigo disse...

Heguiberto, esta forma de comer jurubeba eu não conhecia. Mas já fiquei de olho gordo neste feijão rosado na panela de pressão. Na minha casa só não tinha a jurubeba, mas parece que o feijão era o mesmo.

Oi, Sanny, eu já estive no seu restaurante com o Chanel para visitar. Embora não tenha comido lá, só ouço elogios sobre a comida. E o lugar é um capricho só. Parabéns.

Clau, eu já peguei uma mudinha que tinha na calçada. Veremos se vinga.

Um abraço,
N

Anônimo disse...

Oi Neide,

Meu mone é Nailton, tenho diabete e estou tomando a jurubeba por indicação dos conhecidos. Ela resolve mesmo a diabete ?

Neide Rigo disse...

Oi, Nailton,
neste caso, o melhor a fazer é consultar um fitoterapeuta, pois cada caso pode ter uma história diferente.
Um abraço,
N

ingrid disse...

Oi Neide!
Essa semana provei a "coleguinha jurubeba" comercializada e encontrada principalmente no ceara. É tipo um vinho branco docinho, muito bom por sinal. hehehe Por essa razão procurei pesquisar a respeito da jurubeba e encontrei seu blog.
P.S: recomendo vc provar a coleguinha jurubeba, se quizer posso te enviar, pois acho dificil vc encontrar por aí.
bjus

Daniel Figueiredo disse...

Jurubeba nasce no meu quintal, está cheia de bolinhas por essa época. Vi este post e fiquei morrendo de vontade de usá-la. Adoro o seu blog.

Neide Rigo disse...

Daniel, Que inveja. Aproveite.
Um abraço, N

Anônimo disse...

Bom dia, Neide eu conheço a Jurubeba é ótima. Para você ter uma idéia no meu sitio tem muitos pés e nasceu um pé bem na porta da cosinha. Quando tenho vontade é só esticar o braço e apanha-las e colocar no arroz e no feijão amassadinas fica uma delicia.

Um abraço

Marcosmarin1962@hotmail.com

Carlos Augusto disse...

Eu sempre comi jurubeba, quando era criança e morava na roça, a minha mãe sempre fazia prá gente comer com arroz e angu. Hoje moro em São Paulo e por coincidência tem um pé de jurubeba no meu quintal.
Uma dica para achar ela muito amarga: E só estourar ou amassar as bolinhas e retirar as sementes que o amargo diminui muito.
Parabéns pelo blog.

Carlos Augusto disse...

Corrigindo...

Uma dica para quem achar ela muito amarga: E só estourar ou amassar as bolinhas e retirar as sementes que o amargo diminui muito. Fica com um sabor mais suave.

Neide Rigo disse...

Carlos Augusto!
Obrigada pela dica. Eu gosto do amargo, mas há quem prefira mais suave.
um abraço,
n

Neide Rigo disse...

Carlos, nem tinha notado a falta do quem!

Maria Odette disse...

Oi, adorei suas dicas. Pois eu só conhecia a jurubeba como chá, lá no RS ou em alguma fórmula de remédio da minha mãe. Então fui à feira eco aqui em Campo Grande e via aquelas "ervilhas" - o vendendor me disse que fizesse conserva e apreciasse. Sua receita:depois de lavadas as "bolinhas", deixá-las 10 min em água fervendo; escorrê-las e deixar lavar com água fria pra dar um choque e diminuir o amargor; finalmente, preparar a conserva (temperos, vinagre, meio a gosto) e pôr o vidro fechado na geladeira para ir comendo nas refeições, em pequenas quantidades. Gostei.
Abraços, MOdette

ALZIRA - UBALDO MONTEIRO disse...

Oi Neide, querida amei seu blog, estava pesquesando sobre a jurubeba,pois estava passando muito mal do fígado tudo que comia fazia mal,comecei comer as frutinhas no arroz e melhorei muito.Meu blog é alziraubaldo...

yup disse...

Parabéns pela "receita" de jurubeba. Simpatizo muito com Solanaceae e Mantenho uma árvore de S. paniculatum e um de S. lycocarpum (lobeira) aqui em casa, já sabendo que existem usos na medicina popular pra essas esécies. Mas conserva de jurubeba foi perfeito, vou aproveitar que tá frutificada e testar tua receita.

Uma curiosidade sobre a jurubeba: Ela , assim como a "lobeira", é comprovadamente eficaz contra alguns tipos de vermes. http://www.cstr.ufcg.edu.br/zootecnia/dissertacoes/luciana_dissert.pdf

O lobo-guará sabe bem disso, afinal 40% da dieta dele pode ser de lobeira, uma "parente" bem próxima!

Anônimo disse...

Oi Neide
Adorei esses comentários de jurubeba, até plantei uns pezinho e estou na espectativa de logo poder colher.Eu já comi até refogada, com cebola é muito bom.
Sou mineira e fui criada com as frutinhas...quando cozinho eu faço tudo no bafo, sem agua, depois tempero e coloco nos vidros para conserva que dura muito pouco.....rsrsrrssrs bjssss
Chamo Sonia, meu email é sonpisa@yahoo.com.br

lindalva disse...

quantas eu posso comer por dia?
tem contra-indicação?

Anônimo disse...

Oi Neide,

Gostei mto das dicas de como preparar a Jurubeba, adoro comida amarga,gostaria de saber se é contra indicada para quem tem hipertensão e os tipos de contra indicação que ela possui.

Obrigada
Márcia

pauloplay disse...

adorei tua reportagem sobre jurebeba adoro comela no arroz até crua em como se vc quiser entrar em contato comigo para trocar ideias meu e-mail é para contato é pauloplay66@hotmail,com

Anônimo disse...

Olá Neide,
Gostei de encontrar pessoas que, como eu, são fãs de JURUBEBA, eu a consumo desde que nasci ha 50 anos (embora saiba pouco sobre ela) , aprendi com minha mãe que trouxe este costume de seus antepassados lá da região de Mesquita/interior de minha querida Minas Gerais. Gosto dela refogada com angú mineiro,arroz e carne moída, e de vez em quando eu faço misturada com jiló e figado de boi.Mas assim como as receitas postadas aqui, há varias outras. Interessante que brasileiros compram essa iguaria da Tailândia com outro nome, por falta de informações, pois ela é nativa em quase todo o território brasileiro. Pena termos uma das maiores floras terrestres do mundo e um fraco investimento em pesquisas nesta área.Se alguém tiver mais informações sobre a jurubeba por favor me contacte.

Abraços,
Tião
e-mail: tiao_mg80@hotmail.com

Neide Rigo disse...

Tião,
obrigada pelo comentário e pelas dicas. Com fígado e jiló deve ficar muito bom. Um abraço, N

Anônimo disse...

Olá Neide.
Acabei de colher algumas Jurubebas no meu quintal, (de um pé que nasceu em um buraco do tamanho de uma moeda de 1 real no chão cimentado). tinha aproximadamente 1 metro de altura e infelizemente caiu com um vendaval. A base era muito fina. Achei este post de como fazer a conserva. Muito bom. Parabens.
Abçs Roberto/Campinas-SP

ivakosciuk disse...

Ola Neide! Adorei suas receitas com jurubeba q eu amo! (as vezes acho q até exagero na quantidade q como). Tenho pés dessa arvore q me dá muitos frutos e q faço conservas e distribuo com os familiares. Gosto muito de fritar as bolinhas com alho para o preparo do arros branco. Fica riquissimo!!!! Bjs e grande abraço
iva
foz do iguaçu parana
21 de fevereiro de 2011

bianchini disse...

Oi Neide eu adoro jurubeba e recentemente conhecí uma espécie de jurubeba que é de cipó e é uma delícia se vc quizer lhe envio umas sementes

Anônimo disse...

Neide tudo bem, mor em São Miguel do Gostoso-RN, sou louco por jurubeba mas não consigo encontrar esta iguaria deliciosa (amarga mas deliciosa), aqui, no estado onde moro, pode me dar alguma dica, sim parabens por seus comentarios e rceitas, Meu nome é Rubens Eduardo Santa Rita de Oliveira, reduardo43@hotmail.com.

Herculano Sousa disse...

Cara colega:
No meu quintal jurubeba virou "praga", tem uns pés enormes, troncos sólidos, verdadeiras árvores, fico com pena de cortá-los. Nunca consegui comer jurubebas. As pombas "Verdadeiras" adoram. Se tiver alguma receita que dê para comer, agradeço.
Um abraço.

maria disse...

Oi LindaNeide,

Tudo que vc coloca em seu blig fica com roupa nova. Tenho jurubeba no quin tal, cujos galhos estão entrando pela janela, me oferecendo os frutos que não me animo a cozinhar. De vezem quando como uma pois li que são antidiabetica e também para dar alguma tatenção áqueles cachos enormes tentando me seduzir. Já te escrevi tbm sobre caras-do-ar que tbm tenho de graça, se oferecendo loucamente e não consigo coloca-los na rotina, mas vou tentar!bjos fada das culinarias!Te admimiro muito, parabens!

Neide Rigo disse...

Maria,
o cará-moela não chega a ser amargo como a jurubeba, mas também tem lá seu amargor. É preciso gostar de comidas assim. Um abraço, N

maria disse...

OI LIndaneide,
boatarde,

vou preparar minhas jurubebas no vinagre para cozer assim, curtida, será que vai ficar legal, como picles?Depois conto ok?bjs

Anônimo disse...

Olá,Neide,sou Marlucia e moro numa cidadezinha do interior de MT,por aquí existe muita jurubeba e eu como muiiiito,mas quando vou fazer a conserva,as vezes azeda com alguns dias...por que será?Gostaria muito obter uma resposta;Bjossss
E-mail:luci_mota2001@yahoo.com.br

GYNGONET disse...

Olá Neide, obrigado por compartilhar seus conhecimentos culinários... estou com uma tremenda dúvida: há algum tempo eu uso a jurubeba (como-as desde criança) com mais "fervor" depois que o pessoal da Casa de Apoio São Luiz (administrada pela mãe dos cantores Leandro e Leonardo, Dona Carmem) indicou o consumo da urubeba (ao menos duas frutinhas ao dia) em uma palestra da Instituição. Desde então eu as como no almoço (em conserva preparada por mim mesmo) mas como sem moderação alguma (como umas 20) sempre no almoço. Lendo seu artigo fiquei preoculpado quanto às toxinas dela, pois como todos os dias. Será que é melhor moderar a partir de agora?

Anônimo disse...

Eu e meu marido compramos um vidro de jurubeba em conserva só por curiosidade.Cada um comeu uma bolinha e horrorizados abandonamos o vidro no armário.Agora tive a ideia (e tempo) de pesquisar alguma receita na NET.Com as dicas do blog e dos posts vou dar mais uma chance ás "bolinhas amargas".Depois conto o resultado. Um abraço Giselia

jore alone disse...

Oi Neide, gostei muito que você publicou a receita de conserva de jurubeba. Pois a gente tem um pé enorme aqui e não sabíamos como aproveitá-lo a minha mãe até pensou em cortá-lo, aí eu disse que ia procurar na net, aí encontrei o teu blog, muito obrigado viu, um abração quebra osso.

Anônimo disse...

Olá Neide,

Meu nome é Antonio, estou escrevendo para dizer que tenho um lindo pé de jurubeba no quintal de casa.

Ele está na segunda carga, está carregado de frutos, e caso alguém queira, pode pedir.

Tenho também kefir de água.

Pesquisem Lua de Ubaia, é a Comunidade de Tracas da qual faço parte.


Moro em Bauru, inteior de São Paulo.
Meu email é o nevesdesigner@hotmail.com

Um abraço,

Anônimo disse...

Ops...rs eu escrevi errado acima...é Comunidade de TROCAS..
Comunidade de Trocas Lua de Ubaia.
Realizamos trocas de serviços, alimentos, objetos em geral.

Abraços,

Antonio Onofre Neves
Bauru-SP

Anônimo disse...

Olá Neide!
Li a matéria sobre a jurubeba, sempre preciso comer delas,um dia andando pelas ruas encontrei um pé de jurubeba, colhi bastante tirei dos galhinhos, lavei e cozinhei no vapor até ficarem macias, deixei esfriar e coloquei-as num vidro esterilizado com tampa,1/3 de água fervida e fria,1/3 de vinagre branco de maçã e se sobrar espaço completa com vinagre, tampe bem coloque na geladeira, depois de 3 dias pode comer junto a comida. Conserve na geladeira. é ótimo para desintoxicar o fígado. Jaslene.

Gustavo Rafael Cortazzo disse...

Desde pequeno, eu via meu pai comer jurubeba. Ele sempre tinha um vidro em conserva na geladeira. Umdia fui comer, e odiei (sabe como é criança, né). Meu pai, há uns 6 meses atrás, me deu um vidro, pq eu tive alguns problemas de saúde, e ele disse para eu comer... vc acredita que eu "viciei" na jurubeba? O vidrão que ele me deu, acabou ontem, já ligueii para ele pedindo mais um vidro, pq ele tem 2 pés la na chácara dele.... como eu faço arroz no microondas, eu coloco umas 15 para cozinhar junto com o arroz, e as vezes as como tb em conserva junto com arroz-feijão.... faz muito bem... circulação, fígado, rins... fora que dá um fogo que nem te conto, ein... (ela é muuuuuito afrodisíaca, pode acreditar).. é isso... no início, é amarga, mas depois que vc acostuma, não vai mais querer ficar sem.... ah, sim.. o vinho com jurubeba, vendido nos supermercados ou nos butecos, tb é delicioso.... geladinho é muito bom!

Anônimo disse...

Oi Neide,

gostei do blog, uma lindeza!
Cheguei aqui por causa das jurubebas. Sou baiano e conhecia o vinho de jurubeba Leão do Norte. Quando morei em Brasília comprei jurubeba uma vez e cozinhei direto, ficaram muito amargas, mas meu filho de um ano, na época chegou a comer uma sem cuspir.
Atualmente estou com uma planta carregada no quintal. Vou preparar a receita. Já pedi uma garrafa de Leão do Norte na Bahia e estou preparando a vitrola pra tocar Gil : "Beba, beba, beba.. jurubeba."

PS- atualmente moro em Niterói

Julio de Andrade
julioandrade@hotmail.com

juliano disse...

hum!!!eu amo jurubeba.aqui eu macero elas com um soquete de alho lavo as sementes tirando boa parte do amargor e faço ao molho de tomate com carne moida.experimente recomendo e uma delicia.juliano manhuaçu mg

Tereza Lucia disse...

Oi amiga eu queria saber se a folha da jurubeba ser para algum remédio, nem tudo se pode fazer sem ter conhecimento tenho medo do pior acontecer então gostaria de saber se pode fazer chá com a folha para má digestão coisa assim???

Neide Rigo disse...

Tereza,
deve haver propriedades fitoterápicas, mas eu não sei muito a respeito. Um abraço, n

Paulo Sampaio disse...

Oi Neide.
Gostei muito do seu blog, tem cheirinho de comida gostosa e saudável.
Queria tirar uma dúvida: gosto muito de bebericar antes da refeição principal aos finais de semana, saboreando, como tira-gosto, as frutinhas da jurubeba em conserva, previamente demolhadas em água pura para diminuir a concentração de sódio. Consumo cerca de dez unidades. Será que existe algum risco neste consumo da jurubeba? Obrigado. Paulo Fernando.

Neide Rigo disse...

Oi, Paulo!
Acho que não tem problema nenhum, não. Elas são pequenas e 10 não é muito, não. Um abraço, N

abner.braganca@gmail.com disse...

Acrescente-se que a jurubeba pode ser consumida como uma fruta comum (deliciosa por sinal), depois de madura, fase em que cessa seu sabor amargo.

Anônimo disse...

Muito bem Neide eu ja conheço a jurubeba neste momento estou até fazendo uma conserva.Coloquei pra ferver com sal fervendo tres vezes para retirar o amargo depois vou coloca-las em vidro cobrir com azeite, deixar em conserva durante uma semana e ai vou deliciar gosto de comer com arrôs. qualaquer carna vai muito bem mas em especial com carne moida, angú um abraço
Valmir

santos disse...

ola bom dia,

vi um comentario de uma pessoa de ituaçu no sudoeste baiano ,

estou a procura desse fruto a um bom tempo e moro em barra da estiva na bahia , sera que encontro na região ?

att: josimar !!

israel pontes disse...

Boa noite ! Otimo blog , exelente !
Eu estava procurando saber sobre a jurubeba e acabei aki , neste seu blog , aqui na minha casa deve ter uns 4 pés de jurubeba e ela ficava carregada de frutos e acabava perdendo tudo , dai procurei saber o nome da fruta e cheguei aqui... , agora nao deixo perder nem mais uma bolinha dessa . Abraço e até mais. Israel P Castro itajubá MG

Anônimo disse...

Estou ficando um pouco assustado. Um bom susto, por sinal. Depois que comecei a consumir JURUBEBA nas refeições, minha DIABETE despencou. Estou quase parando com, pelo menos, uma dose dos meus remédios.Está até dando hipoglicemia, pode?

Neide Duarte de Morais disse...

Oi Neide, amei tudo a respeito da jurubaba principalmente o ultimo comentario pq. sou diabetica quero usala para controlar. vou comprar o vinho e fazer a conserva, tb. quero fazer no arroz. Sou muito precavida não irei comer demasiadamente. uma amiga falou que que é ralmente verdade para o controle da diabete só preciso saber qtas. poço comer por dia
Att.Neide Duarte.
15/10/2014 Natal-RN

Neide Duarte de Morais disse...

nffstoOi Neide, amei tudo a respeito da jurubaba principalmente o ultimo comentario pq. sou diabetica quero usala para controlar. vou comprar o vinho e fazer a conserva, tb. quero fazer no arroz. Sou muito precavida não irei comer demasiadamente. uma amiga falou que que é ralmente verdade para o controle da diabete só preciso saber qtas. poço comer por dia
Att.Neide Duarte.
15/10/2014 Natal-RN

Diana Barreto disse...

Lindo o seu blog. Sou apaixonada por jurubeba, que gosto mesmo é com arroz branco... Costumo comê-la ao final da refeição, acompanhada por arroz apenas. O charme está no amargor associado ao sabor delicioso...